As opiniões aqui retratadas não refletem necessariamente o pensamento da ABT. O conteúdo desses artigos são de inteira responsabilidade de seus autores.      
 

Leia Abaixo:

Planeje Sua Vida
Entendendo as Inteligências Múltiplas
Liderança em Lost
Não Basta Ser Líder: Tem que Ser Coach!
Nada Menos do que a Excelência
Os Ladrões de Tempo
Marketing sob medida para Pequenas e Médias Empresas
Ilusão Organizacional
Retenção de clientes: Reavaliando o foco e ações.
Um Show no Atendimento
Planejamento em Call Center: Uma Abordagem Estatística – Parte I / II
Anatomia de um Acidente
Ética!  
Atendimento e Vendas por Chat, Entre Nessa Onda
Recuperando e Revitalizando Televendas no Varejo  
Atendimento Diferenciado  
Ofereça “XTUDO” e Não Venda Nada!
Endomarketing – Uma necessidade premente!  
A Arte de Gerir Pessoas  
Só Talento não Basta!  
Invista no poder da gentileza  
Nada de promessas. Mãos à obra! 
Gastos Menores, Desgastes - A lei do Perde - Perde  
A arte da adaptação  
A magia dos números em televendas 
Zona de Conforto - Um vírus poderosíssimo
Ações "não invasivas" de Telemarketing-Ativo
Problemas Pessoais no Trabalho  
A Importância da comunicação no atendimento a clientes 
Abrindo Portas pelo telefone
É bom ser operador de telemarketing!
Vantagens do Web Chat - Frequentemente fornece um sólido ROI
Retenção de talentos no Ambiente Organizacional
Descritivo de cargo para um Supervisor de Telemarketing
1º Workshop comemora os 20 anos do grupo Am3 com muitas novidades especiais
O Futuro é daqui a pouco
Sinais de Desmotivação
Como esconder sua empresa, contruindo muralhas na web

Elevar o nível de Auto-estima de todos passou a ser uma necessidade premente!
Filosofia Temperamental


Planeje Sua Vida

por Paulo Araújo

Prefira a empregabilidade em longo prazo do que a segurança no emprego. Não, não é mais uma dessas frases feitas, de impacto e que nos deixam de cabelo em pé. É para refletir - e ainda - mudar a postura frente à nova realidade do mercado de trabalho. Não esqueça: Você é o dono de sua vida e da sua carreira!

O que não significa que deve mudar de emprego a todo momento e fazer de cada empresa apenas mais um degrau rumo a sua escalada para o sucesso. Porém, carreira e vida pessoal andam de mãos-dadas, juntinhas, praticamente grudadas, portanto temos de pensar em um Projeto de Vida e não somente na parte profissional.    

Pense naquilo que você faz, já fez ou pretende fazer. Convido você agora a traçar um rumo para seus sonhos e transformá-los em ação.

1. Quem sou eu? Essa é a perguntinha básica de qualquer projeto de vida. Poucas pessoas pensam em suas atitudes, ponderam sobre seus pontos fortes e aqueles que precisam desenvolver, seu propósito de vida ou realização de sonhos. Faça uma avaliação honesta sobre você mesmo. Faça perguntas como: - O que eu gosto de fazer que faria até de graça? O que me deixa impaciente, ansioso e pouco produtivo? Tenho medo de quê? Sou feliz hoje? A lista de perguntas é pessoal e intransferível, crie a sua e comece a traçar um perfil de quem é a pessoa que sou e a que quero ser.

2. Visualize o futuro. Faça um pequeno exercício de visualização. Tente imaginar o futuro, sua situação profissional, financeira, amorosa, familiar, saúde e espiritual. Vá longe! Sonhe com a situação ideal! Imagine um futuro perfeitamente realizável. Faça um exercício sério sobre sua vida no futuro e depois escreva no papel o que você visualizou.

3. Crie uma rede de relacionamentos. Os melhores empregos não são preenchidos com anúncios em classificados de jornal, as melhores oportunidades para sua promoção não estão somente na labuta do dia-a-dia. Crie um método para gerenciar seus relacionamentos. Tenha o hábito de se comunicar com seus contatos, pode ser através de e-mail enviando algum artigo interessante, promovendo encontros, enfim; existem diversas maneiras de estar sempre na lembrança de quem pode lhe ajudar na sua carreira e na sua vida. Não seja interesseiro e procure amizades somente com pessoas do alto escalão. É um erro gravíssimo! E essa relação deve de ser de mão dupla: você também deve ajudar os outros e ser um importante contato na rede de outra pessoa. Deve ser uma relação ganha-ganha.

4. Tenha metas. Lembre-se que temos de ter metas de curto, médio e longo prazo, e que as mesmas devem ser flexíveis. Nada de fechar a mente e ficar dando “murro em ponta de faca”, pois as circunstâncias de vida mudam a todo instante, o que não significa que temos de deixar tudo ao acaso.

5. Cuide bem do seu Money. Dedique uma atenção especial a este quesito, pois todos temos diferentes fases na vida. A vida de solteiro é muito diferente do que a vida de casado, que é diferente com filhos na faculdade, por exemplo. Dedique tempo e estudo nessa área afinal ninguém mais quer ser aposentado do INSS e são muitas as possibilidades de investimento. Poupar nada mais é do que um hábito mesmo que em pequenos valores, mas que no futuro pode fazer uma grande diferença. Anote despesas, seja organizado, pois o tempo passa e a hora certa de preparar sua aposentadoria é quando você inicia a sua carreira.

6. Espere o imprevisível. Planejar é bom, é ótimo, mas não espere um céu de brigadeiro, pois turbulências ocorrerão. Nada é estático, podemos perder o emprego, ter algum problema de saúde ou financeiro. Somos seres finitos e sob certos aspectos muito sensíveis a chuvas e trovoadas. Riscos existem e devem ser gerenciados, muitos são previsíveis e podem ser evitados. A questão é: Como você lida com o risco? Quais são aqueles que valem ou não à pena correr. Somente você tem a sua resposta.
Viver dá trabalho, não é fácil, mas fica ainda mais difícil sem qualquer tipo de planejamento. Que tal fazer agora o seu!

Paulo Araújo - palestrante e escritor. Autor de Motivação - Hoje e Sempre (editora Qualitymark), entre outros livros.
Site: www.pauloaraujo.com.br
Tel (11) 4153 6008 – Alphaville – SP
Tel (41) 3267 6761 / 9124 2873 – Curitiba - PR
 

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Entendendo as Inteligências Múltiplas

por Dr. Tadeu Alvarenga

O que é Inteligência? Como os diversos tipos de Inteligência podem contribuir para o desenvolvimento das organizações? Nas Palestras e Treinamentos que ministro - particularmente naquelas sobre Liderança e Motivação - estas indagações surgem com bastante freqüência. Existe uma Parábola que considero muito útil para ilustrar e desenvolver algumas destas questões. A Parábola é a seguinte:

- Dois jovens estudantes estão caminhando por uma floresta. De repente, sem qualquer aviso, surge diante deles um faminto leão da montanha. Um deles, que é formado por uma ótima universidade e está cursando um MBA, rapidamente calcula que leão os alcançará em precisos 30 segundos. Ele se vira para o seu companheiro de viagem e diz: "Não adianta fugirmos: nunca conseguiremos correr mais rápido que o leão!". O outro estudante - que sequer concluiu o segundo grau - diz, antes de sair em disparada: "Eu não tenho que correr mais rápido que o leão: eu só tenho que conseguir correr mais rápido que você!".

Ambos os jovens retratados na Parábola foram Inteligentes: cada qual a sua maneira. O primeiro deles foi "Inteligente", se entendermos Inteligência como sendo a capacidade de analisar, calcular e projetar. O segundo estudante, no entanto, foi também "Inteligente" - se entendermos Inteligência como aquilo que nos permite nos adaptarmos à Realidade a nossa volta. Quando eu pergunto em minas Palestras e Treinamentos qual dos dois tipos de Inteligência as pessoas prefeririam ter, a maioria geralmente opta pelo segundo tipo, mas a verdade é que precisamos de ambas. Um dado que muitas vezes passa despercebido é que o segundo estudante só toma a decisão de sair correndo depois que o primeiro confirma que o leão da montanha é mais rápido que um ser humano. Se chamarmos a Inteligência do primeiro estudante de Inteligência "Teórica" e a segunda, de Inteligência "Prática", podemos mais ou menos repetir as palavras de um ditado chinês que diz que se "Teoria sem Prática é inútil, Prática sem Teoria é perigosa.". Ora, "Teoria sem Prática é inútil" por que não gera ação - o primeiro estudante ficaria parado esperando que o leão o devorasse - e "Prática sem Teoria é perigosa" - por que não tem nenhum controle: é puro impulso, que pode levar ou não ao resultado desejado, dependendo das circunstâncias.

Eu gosto muito de imaginar finais diferentes para esta Parábola - talvez eu seja um Romântico Incurável. Poderia acontecer, quem sabe, do segundo estudante se recusar a abandonar seu companheiro à sorte, talvez por acreditar ser esta atitude moralmente errada. Ele poderia, por exemplo, pensar consigo mesmo: "Se eu fugir agora me salvo, mas terei de viver o resto da vida com a certeza de que sou um covarde.". Se isto de fato acontecesse, o segundo estudante estaria também sendo "Inteligente", mas de uma forma que apenas agora o mundo empresarial está começando a descobrir. Refiro-me ao conceito de Inteligência Espiritual, que caminha lado a lado de temas como Ética nas Organizações, Responsabilidade Social das Empresas e, é claro, Liderança e Gestão de Pessoas.

Imaginemos, ainda, que o segundo rapaz realmente se decidisse a não abandonar o companheiro. Ele poderia, então, propor que ambos enfrentassem o leão - e o enfrentassem juntos, como uma equipe. Se o segundo rapaz conseguisse vencer o seu medo, ganhar autocontrole e motivar o seu companheiro a fazer frente à ameaça comum ele estaria, novamente, sendo "Inteligente", mas de uma outra forma de Inteligência, que permite lidar com as suas próprias emoções e com as dos outros de maneira eficaz. Refiro-me, é claro, à chamada Inteligência Emocional.

Observemos que nenhum dos quatro tipos de Inteligência listados até agora seria, isoladamente, suficiente para se garantir um desfecho favorável a esta história. A analogia para o que geralmente acontece no ambiente das Empresas é aqui bastante evidente: a vitória contra o "leão" - que pode ser encarado como uma meta a ser conquistada, como a falta de motivação ou desânimo da equipe, como uma figuração da concorrência, etc. - só ocorre se todas as diferentes Inteligências realmente trabalharem de forma combinada e harmônica. Conseguir e manter este estado de Excelência organizacional é, sem sombra de dúvida, o grande Desafio das Organizações do século XXI.

Dr. Tadeu Alvarenga  - além de outras é Coach, com Formação Internacional em Coachinge e  Médico com várias Pós-Graduações entre elas Medicina Ocupacional e Marketing Estratégico. Sócio-Diretor da Alves & Alvarenga Consultoria em Gestão e Desenvolvimento de Pessoas. Site: www.tadeualvarenga.com

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Liderança em Lost

por Dr. Tadeu Alvarenga

Quem ainda não viu o Seriado Lost está perdendo um dos Grandes Seriados - e também um dos Grandes Fenômenos de Mídia - dos últimos anos. Quem já viu, sabe do que estou falando.

A trama é muito simples: um avião cai em uma ilha deserta do Pacífico, perdida no meio de lugar nenhum. De início, eles ficam esperando por um resgate, mas logo percebem que este resgate nunca virá. Aos poucos, eles começam a constituir grupos, amizades, alianças. Existe a necessidade de se organizarem a fim de garantir a sua sobrevivência. Líderes - ou candidatos a Líderes - surgem e são, de alguma forma, testados. No fim sobram dois: o Médico Jack Shephard e o enigmático John Locke. Todo o eixo da primeira Temporada revolve ao redor destes dois. Eles representam formas diametralmente opostas de se encarar a Realidade - e, também, por conseqüência, formas inteiramente distintas de se exercer a Liderança. Falaremos aqui do primeiro destes dois e deixaremos o segundo para uma outra oportunidade, caso se apresente.

O Dr. Jack Shephard é o típico Líder Integrador. Este tipo de Líder se caracteriza principalmente por duas coisas. Ele se caracteriza, primeiro, por um alto senso de coerência interna, ou seja, de Integridade, no sentido Maior desta palavra - ou, pelo menos pela busca desta coerência. Em segundo lugar, este tipo de Líder se caracteriza por uma capacidade de transpor esta Integração - que lhe é inerente - para o meio que o cerca. Este tipo de Líder está sempre buscando Integrar as pessoas à sua volta em torno de um propósito comum. Quando se fala em "Liderança baseada em Caráter" ou algo do tipo, se fala principalmente deste tipo de Líder - do Líder Integrador. Também quando se fala que "Primeiro se deve Buscar a Auto-Liderança para depois se exercer a Liderança junto aos outros" é quase impossível não pensar no Líder Integrador, pois é exatamente isso que ele faz: ele primeiro busca se integrar para depois integrar o Grupo. Uma imagem simples, porém poderosa, deste tipo de Líder é a do Pastor de ovelhas, que quando uma ovelha se perde do rebanho, ele vai atrás dela para trazê-la de volta e reuni-la ao rebanho. O nome do personagem, "Shephard", em sua origem, não significa outra coisa a não ser exatamente isso: "pastor" e, mais precisamente, "pastor de ovelhas". Em vários momentos ao logo dos episódios - nos vemos pessoas que se afastam emocional ou mesmo fisicamente do convívio do Grupo e que são resgatadas por Shephard - como se fora um pastor atrás de suas ovelhas. Este comportamento, inclusive, gerou, em páginas de fãs a seguinte discussão: "Porquê o único médico do Grupo de sobreviventes está sempre se embrenhando na floresta atrás de qualquer um que some?". A resposta já foi dada aqui: não seria possível a Shephard fazer de outra forma, pois esta é a natureza do Líder Integrador. Nisto consiste, ao mesmo tempo, a sua Força e a sua Fraqueza.

Muito embora Jack Shephard tenha se firmado na segunda Temporada como o Líder inconteste dos sobreviventes do vôo 815, houve um momento em que esta Liderança parecia oscilar entre ele e o misterioso John Locke (vivido no Seriado pelo ator veterano Terry O'Quinn, em magnífica atuação). Talvez um dos acontecimentos mais significativos, mais marcantes, da Primeira Temporada foi quando vimos Locke "abdicar" do papel de Líder em favor de Jack. Acredito que Locke tenha de alguma forma pressentido que o Grupo necessitava daquele Tipo de Liderança que só o Dr. Jack seria capaz de proporcionar e, por isso, deu um passo atrás, deixando-o assumir "a frente". De fato, foi só a presença de uma Liderança Integradora que permitiu que o Grupo se tornasse coeso, construísse uma rotina e superasse as adversidades do ambiente.

Isto fica particularmente claro na segunda Temporada, quando somos apresentados a um outro conjunto de sobreviventes - que haviam sido separados do Grupo principal após o acidente. No desenrolar da trama, se torna evidente que foi a falta de uma Liderança neste segundo Grupo que fez com que seus membros fossem abatidos um a um até se encontrarem com o Grupo Liderado por Shephard. A chegada de novos personagens - os quais possuem, por sua vez, diferentes estilos de Liderança - parece já ter alterado, de alguma forma, o comportamento de Shephard. Que conseqüências isto trará para os sobreviventes do vôo 815 será, com toda a certeza, ansiosamente aguardado por nós.

Dr. Tadeu Alvarenga  - além de outras é Coach, com Formação Internacional em Coachinge e Médico com várias Pós-Graduações entre elas Medicina Ocupacional e Marketing Estratégico. Sócio-Diretor da Alves & Alvarenga Consultoria em Gestão e Desenvolvimento de Pessoas. Site: www.tadeualvarenga.com

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Não Basta Ser Líder: Tem que Ser Coach!

 por Dr. Tadeu Alvarenga

 Qualquer um que visite uma Livraria hoje ficará facilmente surpreendido com a grande quantidade de Livros que se propõem a Desenvolver ou Aperfeiçoar a capacidade de Liderança. Tem-se, por vezes, a impressão de se estar em um verdadeiro Buffet com as mais diversas iguarias à nossa disposição. Temos de tudo: nós temos a Liderança Transformadora, a Liderança Servidora, a Liderança Baseada em Princípios, a Liderança isso, a Liderança aquilo, e por assim vai. Se nós desconsiderarmos aqueles autores que meramente colocam um adjetivo ao lado da palavra "Liderança" e simplesmente repetem os mesmos velhos conceitos como se fossem alguma coisa nova "saída do forno" – autores estes que não nos ocuparemos aqui neste Artigo –, o número de Modelos e Estilos de Liderança à nossa disposição ainda é extremamente grande.

 Existe uma razão muito simples para esta nossa relativa abundância de Livros sobre este assunto e a razão é esta: cada vez mais as Pessoas e Organizações estão percebendo que os antigos Modelos de Liderança e Gestão não estão atendendo mais às suas Necessidades e estão se voltando em Busca de novos Modelos que atendam a estas Necessidades. Dentro deste processo de Busca de Formas mais Eficientes de Liderar Pessoas, o Coaching tem se destacado como uma das mais Completas Soluções para o Desenvolvimento da Liderança – senão a mais Completa. As razões para isto são várias, e aqui gostaríamos de destacar algumas das que consideramos serem as principais:

 

1. O Coaching como Modelo de Liderança diminui a pressão sobre os Liderados.

 O Líder Coach tem como ponto de partida o respeito incondicional pelo liderado enquanto ser humano. Isto é natural e imediatamente percebido pelo liderado – seja de uma forma consciente ou inconscientemente – o que diminui o antagonismo e as barreiras ao exercício da Liderança por parte do Líder Coach, melhorando e solidificando, desta forma, a Relação de Liderança. Esta melhora na Relação de Liderança, por sua vez, se traduz por um melhor aproveitamento do potencial do liderado: é esta característica em especial que tem tornado o Coaching o Modelo de Liderança mais adaptado aos Tempos Modernos. Em uma Sociedade Globalizada e Interconectada, onde Concorrência acirrada e a Alta Competitividade são as regras do jogo, a Criatividade e o Talento dos colaboradores se tornam verdadeiramente os maiores ativos de qualquer Organização – independentemente do porte, do setor ou do número de funcionários. Você simplesmente não consegue mobilizar Talentos na base do chicote: isto só é possível se houver de fato uma Liderança capaz de despertar o potencial para o Melhor nas pessoas – e o Coaching atende perfeitamente a esta necessidade. Isto significa que aquele Chefe autoritário e carrancudo que era um verdadeiro "feitor" de Pessoas – e não um Gestor de Pessoas, vejam bem – está, hoje mais que nunca, com os seus dias contados. Isto porquê este Estilo de Liderança simplesmente não funciona mais – se é que algum dia funcionou. As Pessoas não mais suportam serem destratadas ou tratadas como peças de maquinário: elas querem e precisam ser tratadas como os seres humanos que são. Isto é Fundamental se uma Empresa quer atingir a Excelência em Atendimento ao Cliente, se ela quer colocar novos produtos e serviços no Mercado ou se ela quer se destacar perante a Concorrência. Todos estes processos envolvem Pessoas, e Pessoas, para serem Criativas e Produtivas, devem estar verdadeiramente comprometidas com aquilo que fazem e isto tem que partir da Liderança. Dentro deste ponto de vista, o Coaching tem se mostrado como um dos Modelos de Liderança mais eficientes para garantir o comprometimento dos liderados.

 

2. O Coaching como Modelo de Liderança diminui a pressão sobre o Líder.

Lembra daquele Chefe autoritário e carrancudo de que falamos acima? Não seria surpresa para ninguém se um belo dia ele enfartasse, não é mesmo? Na verdade, o que cada vez mais se tem percebido é que o antigo Modelo autocrático é tão ou mais prejudicial para o próprio Chefe quanto o é para os liderados. Neste Modelo, o Chefe muitas vezes entendia que ele – e nada além dele – era a única coisa que separava a Organização para a qual ele trabalhava do mais completo Caos: este tipo de pressão psicológica por vezes cobrava algum preço, seja emocional, ou mesmo em termos de Saúde física. O Modelo de Liderança baseado no Coaching, ao diminuir a pressão sobre o Líder, não só contribui para o Aumento de sua Qualidade de Vida, como também libera a atenção do Líder para aquilo que realmente é da sua Competência: o Ganho imediato é uma Liderança mais Focada em Resultados e na Geração de Valor para o Negócio.

 

3. O Coaching como Modelo de Liderança facilita a atuação do RH.

Eu deverei abordar este Tema em outra Oportunidade com uma maior Profundidade, mas, por ora, é importante aqui destacar que o RH é, de longe, um dos maiores Beneficiados pela disseminação da Cultura de Coaching dentro da Empresa. Isto porque o Coaching facilita, em muito, o Trabalho do Gestor de Pessoas – e é muito fácil entender porquê. Se partirmos do pressuposto que, em toda Empresa, em toda Organização – qualquer que seja a natureza da Organização –, existe sempre um grau de tensão entre os componentes da Organização, e que o Coaching, como Estilo de Liderança, contribui para uma diminuição significativa desta tensão, fica fácil de se entender porquê o Trabalho do RH se torna imensamente facilitado. Além disso, como já o dissemos em outra ocasião, o RH, dentro de uma Empresa que tenha adotado uma Cultura de Coaching, assume de fato um papel privilegiado como Coach dos Coaches, o facilita enormemente o desempenho de sua Função Estratégica.

Por estas e por outras razões, o Coaching tem se tornado cada vez mais o Modelo de Liderança que mais cresce no Mundo. Hoje, mais que nunca, não basta ser Líder: tem que ser Coach!

Dr. Tadeu Alvarenga  - além de outras é Coach, com Formação Internacional em Coachinge e  Médico com várias Pós-Graduações entre elas Medicina Ocupacional e Marketing Estratégico. Sócio-Diretor da Alves & Alvarenga Consultoria em Gestão e Desenvolvimento de Pessoas. Site: www.tadeualvarenga.com 

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Nada Menos do que a Excelência

por Paulo Araújo

A sua carreira merece que você dê o seu melhor. Nada menos do que isso. Para crescer é preciso manter um nível alto de desempenho, o que não significa a mesma coisa que uma carga horária cheia de horas extras. A questão é sempre pensar em cada trabalho de uma forma especial. Em que pode ser melhorado? Existe alguma maneira de fazer mais rápido ou mais barato? Acostumar a ter uma postura de excelência, fazendo com que isso se incorpore ao seu estilo. Seja excelente, hoje e sempre, e torne isso um hábito. Veja as sugestões abaixo para ajudá-lo a ser melhor naquilo que você faz.

Transforme seu trabalho em uma grande diversão. Nossa performance é melhor quando nos divertimos naquilo que fazemos. A rotina é algo que inibe a criatividade, então temos de criar uma rotina diferente. Use o bom-humor e de tempos em tempos pense em criar desafios novos. Não precisa esperar uma ordem do seu chefe, seja pró-ativo, alto-astral e busque novas maneiras de executar aquela tarefa. Como um jogo, crie estímulos para melhorar a qualidade de seu trabalho. 

Acredite na força da equipe. Delegue mais e demonstre confiança na pessoa que recebeu determinada tarefa. Acompanhe o trabalho de perto e esteja sempre de portas abertas para receber sugestões. Faça com que todos se sintam úteis no trabalho, verdadeiros membros de uma equipe. Respeite a individualidade e procure conhecer e destacar os pontos fortes de cada pessoa. Hierarquia existe desde que o mundo é mundo, mas cada um de acordo com seu potencial pode fazer a diferença no conjunto.

Ouça mais. Pessoas com alto desempenho nem sempre são falantes, mas sim bons ouvintes. Prestam atenção nos detalhes e valorizam seu interlocutor. Não interrompa as pessoas e não as faça perder a linha de raciocínio. Desligar o telefone celular e manter uma postura voltada para a pessoa, além de educado, valoriza o emissor e o motiva a sempre disponibilizar mais informações, pelo simples fato de se sentir ouvido. Seja generoso e ouça com atenção.

Não tenha medo de aparecer. A conquista de resultados excelentes vai aumentar a sua evidência na empresa. Você tende a participar de mais reuniões, encontros sociais e mesmo ser chamado para resolver problemas de outros setores. Na hora da ascensão cuide um pouco mais da sua postura e imagem. Adote um estilo de comunicação que tenha a ver com você e aprimore a sua forma de repassar os assuntos e conteúdos em reuniões e palestras. Não tenha receio de aparições em público, pois quanto mais se cresce na carreira, mais pessoas querem conhecer os seus métodos e táticas. Não invente moda, seja humilde e não queira mudar o seu estilo, descaracterizando sua personalidade e imagem.

Mantenha o nível de desempenho. É muito difícil manter sempre um alto desempenho, ser sempre o melhor, por isso não tenha essa preocupação, pois ela só vai lhe gerar ansiedade. Determine padrões de excelência individualmente e em conjunto com a equipe e foque os resultados. É ilusão pensar em ser sempre o melhor, querer ganhar todas ou ser sempre o promovido. Excelência significa fazer algo melhor do que antes, de uma forma que o maior interessado, seja cliente ou seu chefe, perceba. Mas nem sempre isso será possível. O objetivo é conseguir no geral sempre fazer melhor do que a média, elevando os padrões e tornando fácil o que antes parecia difícil.
Trabalhe de forma inteligente. Use a criatividade e sempre pergunte em cada situação o que pode melhorar ou se vai agregar algum valor da forma que está sendo feito. Faça bom uso da tecnologia e principalmente do tempo que se dispõe. Aproveite o conhecimento disponível e quando precisar peça ajuda e busque parcerias. Seja ousado na hora certa, não adie o que pode ser feito e não deixe pequenos conflitos se transformarem em grandes questões emocionais. Resolva-os de forma rápida e direta, evitando tempestade em copo d'água.

Crie uma cultura voltada para a excelência em sua empresa ou no seu setor. Seja um entusiasta dessa idéia e seu melhor exemplo. Uma vez que temos que fazer, nada melhor do que fazer bem-feito.

Paulo Araújo - palestrante e escritor. Autor de “Seja Dono de Sua Própria Vida” (Editora Qualitymark), entre outros livros.
Site: www.pauloaraujo.com.br
Tel (11) 4153 6008 – Alphaville – SP
Tel (41) 3267 6761 / 9124 2873 – Curitiba - PR

 

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Os Ladrões de Tempo

“O tempo perdido não se encontra nunca mais.”
(Benjamin Franklin)

 por Tom Coelho

 No mundo corporativo, há uma legião de ladrões de tempo, os chamados desperdiçadores. Eles agem sorrateiramente, reduzindo sua eficácia, comprometendo suas metas, causando-lhe até mesmo stress. Veja a seguir os principais fatores mapeados e se estão presentes em sua vida.

 1. Interrupções: significa que você tem valor, amigos ou detém informações de interesse dos outros. As interrupções acontecem por telefone, e-mail ou visitam você pessoalmente. Para reduzi-las:

-  aprenda a dizer NÃO e seja firme;
-
 atenda às pessoas em pé;
-
 mantenha a porta da sala fechada;
-
 continue escrevendo enquanto atende alguém;
-
 filtre telefonemas e e-mails;
-
 evite ser receptivo a visitantes inesperados;
-
 retire ou desloque cadeiras da sala dificultando a acomodação de terceiros;
-
 use as palavras mágicas: desculpe-me, por favor e por gentileza.
 

 2. Comunicação Deficiente: ocorre quando responsabilidades e autoridade não estão definidas com clareza na empresa ou quando há subordinados em excesso. A posologia consiste em:

-  defina com clareza metas e objetivos;
-  determine responsabilidades e atribuições;
-  utilize linguagem simples, concisa e sem ambig- idades;
-  na dúvida, pergunte: procure fazer certo na primeira vez;
-  forneça informações seguras para permitir tomada de decisão consistente e ação imediata;
-  lembre-se de que a regra de ouro chama-se delegar.

 

3. Reuniões: muitas são desnecessárias e agendadas sem critério. Duram muito tempo, tornam-se evasivas e não geram resultados. Para torná-las produtivas:

-  agende as reuniões com antecedência;
-  convoque apenas as pessoas diretamente envolvidas com o tema;
-  defina a pauta e comunique a todos com antecedência;
-  determine horário de início e término;
-  mantenha a pauta e busque a objetividade;
-  não permita interrupções externas e mantenha celulares desligados;
-  promova debates, tire conclusões, tome decisões e determine como agir;
-  faça ata ou memorando com resumo da reunião constando a assinatura dos participantes;
-  faça reuniões curtas em pé.

 

 

4. Telefone: imprescindível na vida moderna, constitui-se no maior vilão das interrupções e, por conseguinte, numa das fontes mais significativas de desperdício de tempo. Algumas dicas:

-  reserve horários para fazer e receber ligações;
-
 relacione os telefonemas a serem feitos em ordem de prioridade;
-
 prepare-se para cada uma das ligações, munindo-se previamente de informações;
-
 identifique-se no início da ligação – as pessoas não são obrigadas a reconhecer sua voz;
-
 deixe recados claros e concisos;
-
 concentre-se em ouvir a pessoa com quem estiver falando, evitando desviar a atenção;
-
 nunca prometa retornar uma ligação se estiver despreparado para tal ou não desejar fazê-lo;
-
 nada de desculpas ou mentiras: use da honestidade dizendo que não pode atender naquele momento;
-
 encerre suas conversas com cortesia, porém com objetividade.

 

5. Celular: na mesma proporção em que agiliza as comunicações, também atua como agente de interrupções, invadindo inclusive sua privacidade. Sugestões para otimizar seu uso:

-  desligue o aparelho quando estiver em reunião ou realizando tarefa que exija concentração;
-
 mantenha-o em vibracall para atender urgências;
-
 utilize o olho mágico para selecionar as ligações que merecem ser atendidas;
-
 recolha mensagens na caixa postal duas vezes por dia e retorne as ligações em horários pré-determinados;
-
 grave uma mensagem personalizada no correio de voz;
-
 considere a possibilidade de habilitar um segundo aparelho apenas para emergências, mas divulgue o número com seletividade;
-
 evite atendê-lo quando estiver em casa.

 

6. E-mail: substitui o telefone com objetividade. Entretanto, quando utilizado sem critério, torna-se fonte de interrupções, mal-entendidos e até disputas judiciais. Formas de gerenciá-lo:

-  instale um serviço anti-spam;
-
 baixe suas mensagens no máximo quatro vezes por dia em horários pré-definidos;
-
 responda de imediato as mensagens recebidas e determine um tempo para fazê-lo;
-
 utilize o subject (assunto) para classificar as mensagens;
-
 organize pastas diversas para arquivamento;
-
 crie regras de mensagens;
-
 tenha uma assinatura eletrônica;
-
 utilize um corretor ortográfico.
 

7. Internet e Intranet: são instrumentos importantes para acelerar a comunicação e busca de informações. Mas vale lembrar que, às vezes, pode ser mais eficiente caminhar até a estação de trabalho de seu colega. Além disso:

-  avalie de maneira criteriosa o uso da intranet e de comunicadores como ICQ e Messenger;
-
 tal qual o telefone e e-mail, seja seletivo e coerente no envio e recebimento de mensagens;
-
 atenção com os sites navegados em virtude do risco de vírus e spys (programas espiões);
-
 solicite suporte ao responsável pela manutenção da rede caso note alguma irregularidade;
-
 deixe de assinar e-zines e não autorize a divulgação de dados seus ou da empresa.

 Decerto há outros fatores de desperdício de tempo que poderíamos relacionar. Mas atentando para estes sete aspectos, é certo que sua produtividade pessoal aumentará.

 E esteja sempre a postos para a ocorrência de imprevistos. Eles são imponderáveis, por isso, deixe espaço em sua agenda para contratempos. Planeje seu dia e sua vida tendo em mente: “e se...”.

 Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.

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Marketing sob medida para Pequenas e Médias Empresas
 

As pequenas e médias empresas só têm esta definição em função do seu tamanho que é determinado, via de regra, pelo número de pessoas que empregam ou pelo seu faturamento. Mas os problemas e desafios dessas companhias, entretanto, nada têm de “pequenos” ou “médios”. Aliás, na maioria dos casos, as dificuldades são até maiores às das grandes corporações, pois não há recursos financeiros e nem profissionais suficientes para trabalhar em uma parte sequer do vasto arsenal do marketing. Inclusive, o departamento de marketing, ou um gerente/encarregado da área, normalmente inexiste.

 

Para começar, as PME´s, têm desafios formidáveis para concorrer com as grandes empresas que, com o poder de suas marcas e estruturas, muitas vezes transnacionais, bloqueiam o acesso das empresas menores, criando barreiras de entrada de todo tipo. Estas barreiras podem ser de natureza econômico/financeira, de investimentos em infra-estrutura - qual PME consegue erguer uma hidrelétrica, uma estrada ou uma usina siderúrgica? -, de reputação - nenhum executivo jamais foi demitido por contratar a IBM-, ou de alinhamento - a matriz definiu que irá contratar a Deloitte no mundo inteiro-, entre outras.

 

É evidente que uma pequena ou média empresa irá competir, no início, com as companhias do mesmo porte, mas é no mercado das grandes que normalmente o “filé mignon” está escondido e protegido. O que a PME deve fazer, então? Para começar, seu líder ou gestor deve procurar entender o que é marketing, qual a sua importância para a sobrevivência da empresa e se conscientizar de que todos, do porteiro ao presidente, precisam pensar e praticar a cultura do marketing voltado ao cliente, e demonstrar isto em tudo o que faz, para liderar pelo exemplo. As pessoas são sua principal arma.

“As melhores ferramentas são as que você tem e o melhor momento é agora”, alguém disse. Os instrumentos de marketing que a pequena e a média empresa dispõe, portanto, são os próprios colaboradores. Incutindo a cultura de marketing neles como parte integrante de seu DNA, estes profissionais serão multiplicadores das idéias que forem criadas e priorizadas, praticamente sem custo.

 

Os clientes também são fundamentais. Nenhum marketing é mais barato e eficaz do que aquele feito pelos próprios clientes, que geralmente trazem, de bandeja, mais negócios e mais clientes. Fomentar o boca-a-boca positivo, fidelizar os clientes da casa, algo que se consegue através de uma entrega de serviço acima do esperado, é o melhor que uma empresa pode fazer para crescer de forma sustentável e rentável. Pesquisas da conceituada universidade norte-americana Harvard mostram que nada contribui mais para a lucratividade no longo prazo do que a lealdade dos clientes.

 

A PME também pode usar a guerrilha como tática. Se Davi derrubou Golias, por que a pequena empresa não pode se valer do que tem para se diferenciar no mercado? As armas, para isso, são simples e estão à disposição, tais como:

 

· Site. Onde procuramos hoje uma empresa? Na Internet. Mais precisamente no Google ou outro mecanismo de busca parecido. Então, basta construir um site simples, objetivo, fácil de navegar, que diz claramente o que a empresa oferece e porque o cliente deve comprar dela. Depois, direcione boa parte de sua verba de marketing (que deve ser bem restrita, por sinal) em patrocínio de palavras-chave do seu negócio em sites de busca. Não esqueça de colocar estas palavras-chave várias vezes dentro de seu site. Se sua empresa não aparece na busca entre os três, quatro primeiros, não serve.

 

· Atendimento. A primeira tática funcionou e o prospect quer conversar com sua empresa. E agora? Ela está pronta para atender a consulta prontamente, independente do canal que o cliente escolher? Isto significa contar com uma boa e bem instruída recepcionista, que sabe identificar quando é um cliente da casa ou uma consulta nova e para quem deve encaminhar a ligação, conforme a necessidade. Isto também significa responder qualquer e-mail no mesmo dia, de forma pertinente e com um bom português.

 

· Identidade Corporativa. Clientes visitam sua empresa pessoalmente? Ligam para ela? Mandam e-mails? Observe você mesmo com olhar de um cliente chato. Gostou do que viu? Se não, corrija. A segunda impressão também ratifica e fica. (A primeira foi ao telefone ou no e-mail, lembra?). Identidade tem que ser consistente, em todos os pontos de contato. Seu cartão de visita, o papel carta, a nota Fiscal, têm a mesma cara do site e do letreiro da empresa?

 

· Cuide dos clientes da casa. Na verdade, esta é a tática mais importante de todas. Dependendo do produto ou serviço que sua empresa vende, conquistar um cliente novo pode custar entre cinco e vinte vezes mais do que manter aquele que já é cliente. Esta parece ser uma tarefa quase impossível, num mundo de clientes insaciáveis, mas acredite: é possível, sim. Basta querer, de verdade, serví-los. Por último, lembre: toda vez que um cliente reclamar, respire e aproveite a deixa que ele está dando para sua empresa. Se ele realmente tivesse desistido, simplesmente teria ido embora. De fininho.

Jimmy Cygler é CEO e Chairman da Resolve! Enterprise Services, Conselheiro da Proxis, Professor do MBA da ESPM e do PDA da Dom Cabral,Associado ao IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Autor do livro Quem Mexeu na Minha Vida, editado pela Elsevier e Membro fundador do Comitê de Estratégia e Planejamento do CRA. jimmy.cygler@resolvenet.com.br

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Ilusão Organizacional

O discurso é conhecido, as palavras soadas com emoção levam muitos as lágrimas, mas convenhamos, essa postura politicamente correta sempre me pareceu uma grande ilusão organizacional. Estou falando sobre a velha pregação de que aqui nessa empresa fazemos parte de uma grande família, de que as pessoas são o que há de mais importante. Caso fosse efetivamente o mais importante; salário não estaria na coluna das despesas, mas sim na de investimentos, o departamento de Recursos Humanos chamaria Desenvolvimento de Seres Humanos, e o processo de demissão muito mais justo e somente ocorreria em último caso, afinal é difícil pai ou mãe mandar filho embora, não é verdade?

Quero gerar uma reflexão sobre o tema, e pelo amor de Deus, não pense que sou contra as pessoas ou um desses capitalistas selvagens que só pensam no lucro a qualquer custo. Muito pelo contrário! Somente quero colaborar para que essa grande ilusão afete menos sua carreira, pois palavrinhas como segurança e estabilidade no emprego praticamente já não existem mais, pelo menos para a grande maioria da população. Pretendo somente ajudá-lo a entender que tudo tem o seu devido lugar. Vamos aos pontos:

Pessoas não são o que há de mais importante na organização. Na verdade o que importa são a integração e o equilíbrio entre o modelo de negócio vigente, as tecnologias e sistemas adotados, os relacionamentos com clientes, fornecedores e comunidade e é claro as pessoas que trazem vida à essa empresa. Todos são importantes! Funcionários e já ex-funcionários da Varig demonstraram publicamente seu amor à empresa. Raça, uma enorme vontade em dar a volta por cima, mas só isso não bastou. A empresa tem um modelo de negócio obsoleto, e não conseguiu ao longo do tempo se adequar a uma nova realidade. Os resultados todos sabem!

Esforço em demasia não comove ninguém, empresas querem resultados. Trate de sempre pensar em como melhorar o seu desempenho, e isso não é só bom para a empresa em que você trabalha. E bom para você, para a sua vida! Nada de ficar estagnado sempre usando as mesmas velhas soluções para os novos problemas. Busque o algo a mais! Trabalhe com inteligência e use sua energia em algo que efetivamente trará algo de bom e novo para sua organização. Crie sua própria sorte. Faça mais do que os outros, mas sem acabar com sua saúde, relacionamentos amorosos ou boas amizades.

Regras existem para dar um rumo, mas não são verdades incontestáveis. O mundo está cheio de regras e isso é bom! Mas em excesso cria bloqueios que com o tempo se tornam intransponíveis. Permita-se quebrar algumas regras, fazer algo diferente. Permita que as pessoas da sua equipe experimentem algo novo. Caso hoje fosse proibido vender da forma como vendemos, como iríamos criar um novo processo de vendas? E também perceba as regras que inibem ou tornam sua empresa mais lenta e burocrática. Lembre-se de que regras existem para ajudar e não atrapalhar o desenvolvimento das pessoas.

Pode ter certeza, um dia você vai sentir raiva, medo, tristeza ou alegria. Você é um ser humano e tem todo o direito de se sentir pressionado ou incomodado. Mas esses sentimentos são seus. Perceba como você encara as situações adversas, inconvenientes e a forma como reage. Isso é determinante para seu sucesso. Tenha atividades que te levem para outro mundo onde possa esquecer de tudo por alguns momentos. Importante: com pessoas de fora da empresa, assim você aprimora o networking e muda um pouco de assunto e ares.

A sua família está na sua casa e não na empresa. Mesmo que você trabalhe em um ambiente familiar é importante saber distinguir a vida profissional da pessoal, o relacionamento entre pais e filhos ou entre parentes. A carreira é sua e ao final você vai perceber que tudo dependia de como percebia, interpretava e reagia a cada situação. Tudo pode ser feito de uma maneira diferente, mas somente no presente, o passado já era e o futuro ninguém sabe. Mudanças são feitas no presente! Quem tem medo, vive pela metade. Liberte-se do medo. Pergunte sempre: o que de pior pode acontecer se tudo der errado? Mas sem esquecer de também perguntar: o que de melhor pode acontecer se tudo der certo?

Pronto, fim de artigo. Não se iluda com a sensação de que seu ambiente de trabalho é como aquela família típica italiana barulhenta, briguenta, mas onde todos se amam. A grande aldeia organizacional é diferente! Com quantos “irmãos” de seu primeiro emprego você ainda se relaciona? E também não caia no papo de que as pessoas são o mais importante, pois isso cria uma sensação de segurança que já não existe mais. Como já escrevi tudo é interdependente e você tem nada mais do que um contrato de trabalho com sua empresa. Trate de cuidar bem do seu comportamento e atitudes caso queira ter uma história com um final feliz. O importante não é só descobrir os por quês, mas sim os para quês de sua carreira.

Paulo Araújo - palestrante e escritor. Autor de Motivação - Hoje e Sempre (editora Qualitymark), entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br - Tel (11) 4153 6008 – Alphaville – SP - Tel (41) 3267 6761 / 9124 2873 – Curitiba - PR

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Retenção de clientes: Reavaliando o foco e ações.

Uma coisa boa que o livre mercado traz é a luta que as empresas travam para não perderem clientes para seus concorrentes, pois certos produtos e serviços são imprescindíveis e diante de uma má experiência com seus fornecedores, optam por outro. Isto está muito evidente entre empresas de telefonia, cartões de crédito, bancos, TV a cabo, provedores de internet,seguradoras, planos de saúde, e até jornais e revistas.

Mas as ações de retenção estão com o foco errado, desde sua concepção. Ao contatarem os callcenters das empresas, os clientes de antemão são rotulados de mercenários e toda a operação é focada em fazer concessões e mais concessões, pouco se importando com as razões que levaram os clientes ao rompimento.

Um princípio fundamental em boas técnicas de vendas é não deixar que os clientes (e principalmente vendedores) confundam preço com valor. Relembrando: preço é a quantidade de moeda que o cliente dá em troca de um bem ou serviço, enquanto que valor (normalmente subjetivo) é o que ele atribui aos benefícios que tais serviços ou produtos lhe trarão.

Reter clientes é para mim a atividade mais difícil no ciclo comercial, muitíssimo mais difícil que a primeira venda, pois enquanto nesta o cliente ainda tem expectativas sobre o que o produto ou serviço fará para ele, no momento da retenção estamos diante de um cliente que teve uma experiência negativa com o desempenho do produto ou serviço prestado. Depositou tantas esperanças e deu no que deu. Ele teve suas expectativas de valor frustradas. E fazer a retenção é fazer uma segunda venda!

E o que fazemos? Deduzimos que ele quer levar vantagens e tome concessões. Se for cartão de crédito, não se cobra a anuidade; se for celular, concede-se um montão de minutos gratuitamente e também a troca por um aparelho mais moderno; se for banco, redução de taxas, aumento do limite de crédito. Nossa percepção é que estas atitudes são coisas de arrependidos que passaram todo o tempo nos roubando!

Para reverter a decisão do cliente, devemos ouvir suas razões, questioná-las, entendê-las, resolvê-las e obter uma nova chance e só então dar algo em troca, mas que tenha valor para o cliente e não coisas que muitas vezes até o irritam, devido sua inutilidade.

Parem de achar que somos mercenários pois, se da primeira vez os escolhemos é porque vimos qualidades que seu produto ou serviço tinha a mais que os outros. Demos uma chance para você provar que faria o que prometia. Por favor, ouça seus clientes, pois suas opiniões valem mais que estes seus certificados de qualidade, pregados na parede, cheios de pó..

José Teofilo Neto é consultor em vendas, atendimento e relacionamento. teofilo@comunicacaodireta.com.br

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Um Show no Atendimento

Respeitável público... Agora com vocês o espetáculo que pode mudar a sua relação com o seu cliente. Nesse espetáculo de autoconhecimento é preciso ter coragem para romper com modelos mentais que já não funcionam, buscar novas soluções para velhos problemas, entender novos modos de comportamento, aprender outras formas de comunicação e linguagem com a comunidade, clientes, parceiros e fornecedores. Entender, definitivamente, que tudo mudou. A era do conhecimento, definitivamente, está entre nós, e as empresas que encantam são as que aliam suas competências ao entretenimento. O cliente hoje quer uma nova experiência de consumo e para isso é preciso profissionais dispostos a criar e participar de um grande show organizacional. Vejamos 06 pontos para começar a dar um show no atendimento.

1. Cooperação versus competição. A melhor forma de crescer é contribuindo para o crescimento alheio. Muitas pessoas confundem competitividade com individualidade ou agressividade o que é um grande erro. A cooperação traz novas e boas experiências para todos gerando uma relação “ganha-ganha”, onde os dois lados são beneficiados. Seja uma daquelas pessoas que todos sabem que podem contar. Esqueça a frase: ­- Isto não é da minha área, não é da minha conta.

2. Trabalhe em Equipe. Defina claramente a missão, os valores da empresa e os objetivos da equipe. É imprescindível definir quais são as metas a serem atingidas. Sendo assim, é preciso definir minuciosamente o “como agir” e os papéis a serem ocupados por cada um. Quanto mais claras estiverem as estratégias, táticas e responsabilidades, melhor. Lembre-se: cegos atirando no escuro dificilmente acertam o alvo. Não se esqueça que equipes são formadas por indivíduos. É importante conscientizar e treinar as pessoas para que convivam e tirem o máximo de proveito desta diversidade. Cada ser é único, repleto de aspirações e motivações distintas, que podem ser a chave para o sucesso de sua equipe.

3. Foque o positivo. Tudo na vida tem dois lados: o positivo e o negativo. Óbvio? Nem tanto assim. Os pensamentos levam à ação, e pensamentos positivos levam a atos positivos. A grande maioria das pessoas estão sempre procurando “pêlos em ovos”. Dizem que 90% de nossos problemas são imaginários, coisas que fantasiamos. Procure a solução do problema. Aprenda com o passado, mas não fique obcecado por ele. Busque a causa e a solução do problema, preferencialmente com a participação de todos os envolvidos no processo. Procure transformar em novas oportunidades fatos que a princípio lhe parecem adversos. Os vencedores são otimistas por natureza.

4. Seja empático. Empatia significa colocar-se emocionalmente e psicologicamente no lugar do outro. Procure ampliar sua visão. Veja a situação com os “olhos do outro”. Antes de tomar uma decisão, procure ver como ela afetará o restante de sua equipe, as relações com o mercado, fornecedores e parceiros. Que tal aprender a ouvir? Já reparou que ouvir é diferente de escutar. Ouça com atenção, olhe para quem está lhe falando, faça com que seu interlocutor se sinta importante. Um erro muito comum é ter uma postura com seus subordinados e outra completamente diferente com seus superiores. Ouça os argumentos de seus colegas, pondere honestamente sobre suas sugestões, não cometa o erro de acreditar na frase: “Só existem dois tipos de pessoas para mim: as erradas e as que concordam comigo.”

5. Use a criatividade. Seja autêntico. Na minha concepção, só existe uma única regra para o sucesso: aceite-se como você é. Não fique se depreciando, pensando o quanto seria bom se você fosse tão criativo quanto fulano ou beltrano. Você é seu maior patrimônio, invista em si mesmo. Não tenha medo de errar. Maximize todo o seu talento e esforço para o acerto e passe a acreditar mais nas possibilidades de sucesso. Repense e crie novos hábitos, quebre preconceitos. Aprenda e procure novos caminhos. Não tema o ridículo. Morremos de medo do que os outros vão pensar, do que irão falar. Nem todas suas idéias serão geniais, mas, fique certo: só acerta quem tenta. Foque o resultado, fique de olho, monitore o processo e vislumbre o sucesso.

6. Saiba amar. Estamos nos esquecendo de pequenos atos que se praticados podem fazer uma grande diferença no ambiente de trabalho. Seja mais tolerante. Tenha tolerância genuína ao erro, às diferenças, aos obstáculos, ao novo, às mudanças. Compreender que a sua velocidade, nem sempre será a mesma do seu próximo. Compartilhe vitórias, sucessos, e fracassos. Aprenda a amar no dia-a-dia. Amar é uma palavra forte, por vezes constrangedora. Como é difícil amar, mas pode ser fácil tolerar, aceitar, perdoar, ouvir, compartilhar, doar e sem quase nem perceber você já está amando a quem quer que seja.

Crie um grande show em sua empresa, use plenamente os seus talentos, busque parceiros nessa jornada, agradeça os aplausos em suas turnês e escreva um roteiro que, de preferência, termine sempre com a platéia pedindo bis!

Paulo Araújo - palestrante e escritor. Autor de Motivação - Hoje e Sempre (editora Qualitymark), entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br - Tel. (41) 3267 6761 – Curitiba - PR

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Planejamento em Call Center: Uma Abordagem Estatística – Parte I / II

Em diversas empresas de Call Center, a área de planejamento desempenha importante função na prevenção de eventos que possam comprometer a qualidade dos níveis de serviço. O objetivo é estabelecer de forma concisa e sistemática, a integração desde as necessidades do cliente (contratante do serviço terceirizado), até a quantidade de agentes para atendimento, garantindo as metas regidas pelo contrato.

Para tanto, deve existir uma relação permutável entre o contratante e o prestador do serviço. Genericamente para a realização de um planejamento de longo prazo, são necessárias informações de estratégia do cliente, como quantidade de usuários, dependendo do seguimento podese destacar cartões de crédito, automóveis, convênios médico etc., associadas com estimativa de vendas, propagandas, eventos etc., classificados como fatores motivadores de contato. Desta forma, a área de planejamento deve trabalhar com esses dados, analisando-as historicamente a partir de modelos estatísticos envolvendo conceitos de probabilidade.

Os modelos estatísticos como histogramas e regressões auxiliam na identificação de relações entre variáveis X e Y. Podemos exemplificar a partir do modelo de regressão linear simples, onde o mesmo estima a função através do método dos Mínimos Quadrados Ordinários - MQO, considerando Y igual à quantidade de ligações recebidas no atendimento humano e X o número de Usuários de Cartões de Crédito - UCC. A combinação entre X e Y gera uma dispersão, conforme gráfico abaixo:

Perceba o leitor, que a combinação entre usuários de cartão de crédito e ligações recebidas, sugere estatisticamente que tracemos uma reta crescente através do estimador dos MQO representado pela função linear: y = 0,41x + 45.531,79. É possível reescreve-la como: Ligações Recebidas = 0,41 *Usuários de Cartão de Crédito + 45.531,79. Essa relação linear demonstra que na medida em que se aumenta a quantidade de UCC há aumento de ligações recebidas no Call Center, ou seja, Y é a variável dependente de X, com X independente.

Outro indicador importante do modelo de regressão linear simples é o coeficiente de determinação (R2) entre o par ordenado (X,Y), onde o mesmo demonstra a correlação explicada que minimiza os desvios entre os dados reais e estimados, ou seja, define a qualidade do ajustamento da linha correspondente. Portanto R2 deve estar entre 0 e 1, matematicamente 0 ≤ R2 ≤ 1 . Quanto mais próximo de 1, significa que existe relação explicada entre X e Y.

Desta forma, se desejamos conhecer qual será a quantidade de ligações recebidas em Jan./05 e sabemos que a quantidade de UCC será de 1.850.000, podemos obter a estimativa através do estimador y = 0,41x + 45.531,79 a quantidade de ligações recebidas, como:

y = 0,41 * 1.850.000 + 45.531,79 => y = 798.275

Através do método descrito acima, com uma quantidade de 1.850.000 UCC receberemos 798.275 ligações em Janeiro 2005.

Portanto, destacamos a importância da utilização de um dos diversos métodos estatísticos que podem ser utilizados para se conhecer a quantidade de ligações recebidas em um Call Center, possibilitando assim a realização de um dimensionamento preventivo, conhecendo-se a quantidade de agentes e posições de atendimento necessárias para alcance das metas regidas em contrato.

Autor: Juliano Nascimento – Bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Analista de Planejamento – EDS Eletronic Data Systems do Brasil.
Telefone Cel.: 11 9352-8583

Revisão: Diego Ferreira de Almeida - Bacharelando em Física pela Universidade de São Paulo - Analista de Planejamento - EDS Eletronic Data Systems do Brasil.
Telefone Cel.: 11 8223-0082


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Anatomia de um Acidente

Acidentes de trabalho são frutos de nossas escolhas e conseq- ências de nossas próprias atitudes. Por isso, a semente da prevenção reside em três fatores: conhecimento, conscientização e ação. Conhecer para prevenir, conscientizar-se dos riscos e agir para evitar.

por Tom Coelho

“Todos os erros humanos são impaciência, uma interrupção prematura de um trabalho metódico.” (Franz Kafka)

Acidentes de trabalho são frutos de nossas escolhas e conseq- ências de nossas próprias atitudes. Qual seria sua decisão, por exemplo, diante das seguintes situações:

- um papel jogado no chão;
       - um piso molhado e escorregadio;
       - uma cadeira com uma de suas pernas quebrada;
       - uma escada ou extintor obstruído;
       - um carona que não coloca o cinto de segurança ao entrar no seu carro.

Certamente você pode ignorar qualquer uma destas ocorrências, uma vez que não foi atingido por elas. Mas o que poderá acontecer a um colega ou a você mesmo numa próxima ocasião?

Por isso, a semente da prevenção reside em três fatores: conhecimento, conscientização e ação. Conhecer para prevenir, conscientizar-se dos riscos e agir para evitar.

O filme “Anatomia de um Acidente”, distribuído com exclusividade no Brasil pela Siamar, apresenta com muita propriedade como acidentes ocorrem.

O primeiro fator é o estado de espírito do trabalhador, ou seja, como ele chega ao seu local de trabalho. As pessoas têm reações emocionais aos seus problemas pessoais e familiares os quais são indissociáveis do ambiente profissional. Dificuldades financeiras, crises conjugais, perda de entes queridos, não podem ser trancafiados no armário do vestiário ou esquecidos da porta da empresa para fora.

O segundo aspecto são as relações interpessoais. Diante do estado de espírito descrito há pouco, como os colegas reagem? Com aceitação ou com rejeição? E os supervisores, com elogios ou críticas? Objetivam as metas de produção ou a segurança em primeira instância?

A seguir, devemos considerar a influência do meio e das circunstâncias. Assim, a limpeza e a organização do ambiente de trabalho são imprescindíveis. Minha recomendação é que se aplique a técnica dos “5S” ou housekeeping. Quanto às circunstâncias, a pressão do tempo para atingir objetivos e a cobrança por resultados devem ser policiados.

O quarto fator na anatomia de um acidente é a atitude. Conforme relatado no início deste artigo, nossas escolhas precedem nossas decisões. O maior causador de acidentes é a ocorrência de práticas inseguras e a desatenção a fatores de riscos porque acreditamos que nada de adverso nos acontecerá. É comum o trabalhador proferir frases como as que seguem:

“Sou um trabalhador seguro”.
“Eu sei trabalhar com segurança”.
“Nunca vou me machucar”.
“Meu trabalho não é perigoso”.
“Já fiz isso milhares de vezes”.

Finalmente, temos a ocorrência do acidente per se, que pode ser produto de uma fatalidade, algo que simplesmente não haveria como ser previsto ou evitado. Mas, na maioria das vezes, é resultado de uma decisão consciente, de um processo que obedeceu aos passos descritos anteriormente.

Acidentes reais acontecem com pessoas reais. Por isso, fique alerta, fique seguro e fique vivo. Acidentes acontecem, mas não os deixe acontecer com você!

Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.

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ÉTICA!

por Antonio Geraldo Wolff

Falar sobre ética, meu Deus, não é para qualquer um. Ética está muito acima da análise de qualquer ser humano em dias atuais, pois, há muitas éticas em moda: há a ética antiga, a ética moderna, a ética aplicável, a ética prática, a ética profissional, a ética social, a ética moral...opa! Nessa precisamos nos deter. Primeiramente o que é ética? Para que possamos fazer uma breve análise, temos que saber diferenciar a ética da moral. A moral cuida dos costumes, regula os valores das pessoas e da sociedade. A ética cuida das atitudes que dão sentido às ações humanas, cuida do comportamento das pessoas, cuida do nosso comportamento. Por isso que falar de ética cria mal estar. Falar de ética ou sobre ética é totalmente diferente de ser ético. A ética está acima de um simples comportamento decente.

A ética é muito mais do que pagar as contas em dia, não contar mentiras, ser educado ou ser um digno cidadão. Ser ético é mais profundo, tem muito de fundo religioso e muito de caráter, é algo que vem de “berço”. Quando eu era menino eu achava que todos deveriam ser éticos, por definição, não me passava pela cabeça que uma pessoa que não fosse ética poderia viver, poderia existir. Esses deveriam ser banidos simplesmente. Não é que eu cresci e vejo que tudo está ao contrário. Nem todos são éticos, ou melhor, ser ético tornou-se diferencial, transformou-se em qualidade!!! O comportamento amoral ou não moral, não pode permitir que uma pessoa se considere ética, pois, se através de atitudes definimos a ética, atitudes desconformes propiciam avaliações contrárias à ética. Isso não quer dizer que ela não tenha caráter ou simplesmente não tenha moral. A ética está direta e intimamente ligada a um conjunto de atitudes sérias, bem definidas, de lisura, integridade, está quase que “na cara”. Quem é ético não precisa esconder, faz tudo com ética e quem não é, não faz nada com ética e o pior, também não esconde. O buraco negro onde a ética está situada está cada vez mais fundo, mais feio e mais terrível.

Repare que não fiz menção a nada além da atitude, do comportamento, da conduta, que são características inerentes à pessoa humana. Não cansamos de constatar o que a falta de ética está proporcionando à sociedade, à política, às profissões, aos meios de comunicação, às diversões e às famílias. Se hoje estamos vivendo um conturbado conflito dentro dos lares e nas famílias, só há uma única explicação: a ética das pessoas está mal. Vamos necessitar de muito esforço, de muito sacrifício e muito tempo para reverter tudo isso. E todo esse imenso e grande esforço apenas para resgatarmos o que foi abandonado, perdido, esquecido. Uma coisa podemos ter certeza, um país é a cara do seu povo e nós que sempre tivemos valores, hoje estamos ficando com vergonha de tudo e de todos. É como dizer “o país e o povo se merecem”. Não podemos reclamar! Se quisermos fazer alguma coisa, vamos resgatar urgentemente o respeito e os valores da família, da religião, dos mestres, dos mais velhos, das crianças, pois, isso tudo foi destruído apenas e tão somente por não termos observado a prática da ética. Com certeza, o “resto” vem junto e o buraco em que nos encontramos ficará mais raso, menos negro, mais aceitável, mais suportável. Para os crédulos ou mesmo para os incrédulos, costumo dizer sempre: “a cada dia que passa eu acredito mais e mais que existe o céu e o inferno, pois, após a morte as pessoas que viveram neste mundo não poderão ir para o mesmo lugar...”.



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ATENDIMENTO E VENDAS POR CHAT, ENTRE NESSA ONDA

O chat já não é apenas um entretenimento para os internautas que costumam freqüentar as salas de bate-papo. Hoje é considerado um eficiente canal de relacionamento com clientes, trazendo bons resultados e lucratividade para as empresas. Os resultados mais visíveis são: redução no investimento em recursos humanos e aumento na produtividade. Pelo chat, um atendente faz até seis atendimentos simultâneos, o que não ocorre com o atendimento telefônico. É possível também reduzir custos com telefonia, principalmente se a empresa disponibiliza um 0800 aos seus clientes.

Além de resultar numa significativa redução de custos, o fator que mais influencia a decisão das empresas em disponibilizar o chat como canal de atendimento e vendas é, sem dúvida, a tendência mundial crescente da utilização do web call center, aliada à necessidade de estreitar e consolidar o relacionamento com clientes, transformando as Centrais de Atendimento em Centrais de Relacionamento, fornecendo atendimento pessoal, por telefone, e-mail e chat, com qualidade.

Para garantir a qualidade do atendimento por chat, além de uma plataforma de Contact Center que integre os diferentes canais de atendimento, é preciso definir com precisão o perfil dos recursos humanos. O profissional ideal é aquele que tem o vocabulário amplo e bem cuidado, sabe utilizar corretamente as regras gramaticais, utiliza uma linguagem direta e objetiva, consegue elaborar frases que expressem pensamentos, tem a capacidade de análise, síntese e interpretação de texto, é ágil, dinâmico, tem concentração e bom senso.

Porém, não basta ter uma boa plataforma e bons profissionais para transformar o chat em uma ferramenta eficaz de atendimento, vendas, retenção e fidelização. É preciso atender as expectativas do Cliente e, para tanto, é necessário seguir as seis regras básicas no atendimento por chat:

1. Levar em consideração o perfil do cliente que acessa o chat. Ele é moderno, prático, objetivo, quer agilidade, não quer falar ao telefone, gosta de novidades, etc.

2. A linguagem do chat é informal, portanto a formalidade do atendimento telefônico não se aplica ao chat. No chat é permitido chamar o cliente de você em vez de senhor ou senhora. Acredite, é possível ser informal e ser profissional ao mesmo tempo.

3. Embora o chat seja escrito, a linguagem utilizada é a linguagem falada.

4. Gírias que já se incorporaram ao nosso cotidiano, como por exemplo, legal, ok, são permitidas. Gírias de “tribo”, só com a “galera”.

5. Abreviações - O atendimento por chat é caracterizado pela objetividade, agilidade na digitação e pela linguagem informal. É permitido utilizar as abreviaturas mais comuns como por exemplo: vc, qdo, tb, msg, etc. Inventar novos verbetes como naum, vlw, etc e utilizar emoticons, JAMAIS!

6. A utilização de respostas-padrão torna o contato frio, portanto é importante personalizá-las mencionando, por exemplo, o nome do Cliente no início da frase. Agradecimentos como obrigado(a) e frases iniciadas com por favor, por gentileza são sempre bem-vindas.

A qualidade da informação é mais um fator essencial para o atendimento eficaz. No atendimento por chat, é imprescindível que as respostas-padrão estejam sempre atualizadas. É recomendável que, na operação, tenha um profissional dedicado a atualizar as informações, impedindo, dessa forma, que os operadores transmitam informações desatualizadas aos clientes. Devemos lembrar sempre que o chat é um documento, pois a conversação pode ser impressa, tanto pelo cliente quanto pela empresa.

Pensando ainda na qualidade: é possível atender seis pessoas simultaneamente e preservar a qualidade da informação? Esse é um dos pontos críticos do atendimento por chat. Nem sempre é possível aliar quantidade com qualidade. O que vai determinar a quantidade ideal de atendimentos simultâneos é o tipo de produto ou serviço prestado. Exemplo: Nos esclarecimentos de cobrança por chat, onde o atendente precisa fazer uma análise de caso, não é recomendável ter seis atendimentos simultâneos. Essa é uma atividade que necessita de grande concentração. Já as vendas no varejo onde o atendente precisa apenas consultar o estoque, nada impede que a empresa faça de quatro a seis atendimentos. As empresas precisam ser bem criteriosas nesse dimensionamento, pois exigir alta produtividade pode comprometer a qualidade.

Resumindo, para que as empresas tenham sucesso na implantação do canal de vendas e/ou atendimento por chat, é imprescindível: levar em conta a ferramenta utilizada - uma boa ferramenta é aquela que atendente às necessidades da empresa e dos clientes; desenvolver respostas-padrão com uma linguagem de fácil entendimento e que seja objetiva, precisa e concisa; estar atento ao perfil do atendente - o perfil de quem atende por telefone é diferente do atendente do chat e, finalmente, dimensionar corretamente a quantidade de atendimentos simultâneos para garantir a qualidade e a satisfação do cliente.

Norma Thuha - Diretora StarCoach Consultoria
norma@starcoach.com.br



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RECUPERANDO E REVITALIZANDO TELEVENDAS NO VAREJO

Quando começou a decolagem do telemarketing no Brasil, a indústria identificou de imediato em todos seus segmentos, inúmeras oportunidades, sendo as principais,  redução de custos e diferenciação no mercado.

Já no varejo houve muita relutância visto que devido tratar com o cliente final, muitos ajustes tiveram ser feitos, como a montagem de uma estrutura de entrega (delivery), rapidez, forma de pagamento, embalagem adequada, etc. Isto sem falar no grande estigma do setor que é a compra por impulso. Isto até hoje é uma grande verdade. Se quiser saber se um lojista está satisfeito basta ver se sua loja está cheia.

Tirando honrosas exceções como os “disque pizza” e similares de idêntica conveniência, verifica-se que em outras atividades televendas não decolou, ou melhor, pouco progrediu. Virou um mal necessário, mas que não faz parte da estratégia de negócios das lojas. Só há  televendas receptivas (muitos até  chamam de televendas passivas), que na maioria das vezes é um mero fornecedor de informações e a muito custo, vendem. Ou melhor, as compras são consentidas, já que o cliente insiste...

Para o gerente da loja é um fardo ter que justificar o baixo resultado do televendas, enquanto que para os funcionários é um “porre ficar aqui sem fazer nada”.

No varejo é muito comum que um avaliador de sucesso seja o “tráfego de loja”. Os gerentes vibram com a “casa cheia”, mesmo que seja só de curiosos, traduzidos no famoso “só estou olhando”. Diante deste contexto, incorporar uma área de televendas, como mais um serviço da loja, de imediato reduz  seu potencial de geração de receita e em muitos casos torna-se um mal necessário. Quando a opção é exclusivamente por televenda receptiva, ainda afirmam que  não fazem televenda ativa  porque é invasiva....

E como resolver isto? Começar tudo do zero? Não, decididamente não.
E o que fazer? É o que veremos a seguir.

O passo decisivo é pela  Revitalização e Consolidação da área de Televendas. O ponto de partida é criar diretrizes contendo reformulação da postura da área, transformando-a num embrião da Loja Virtual, sendo mais pró ativa em vendas, instituindo-se também a atividade de televendas ativas.

Começando pelas ligações recebidas, que tal realizar;

  • Vendas cruzadas – oferecer produtos complementares àquele comprado pelo cliente. Exemplos: se o cliente comprou...
  • ...um remédio para diabetes, por que não oferecer uma linha de produtos diet?
  • ...uma lata de tintas, por que não oferecer lixas, material para limpeza, pincel, etc?
  • ...um par de pastilhas para freio, por que não o fluído para freios?
  • Member get member; - solicitar indicação de um conhecido, amigo ou parente do cliente que poderá comprar de sua loja.
  • Marketing de relacionamento (fidelização) – oferecer um brinde, qualquer brinde. As pessoas gostam de ganhar qualquer coisa.
  • Blindagem da concorrência – antecipar-se à concorrência e oferecer descontos para compras acima de determinado volume ou valor, mesmo que tenha que parcelar o pagamento.

Passando agora para as ligações ativas, que tal começar por:

  • Recuperação de clientes inativos – Ligue para antigos clientes e peça para voltarem a comprar de você.
  • Telepromoção: ofereça produtos (dois ou três de categorias diferentes) em que realmente seu preço seja uma tentação.
  • Marketing de relacionamento: ligue para o cliente no dia do aniversário dele; convide-o para ver a nova decoração da loja; avise-o que agora há estacionamento grátis; informe-o que você também está aceitando cartões de crédito. Sempre há motivo para ligar, não se reprima.

Após o  estabelecimento destas diretrizes e medição de seus resultados durante dois ou três meses, depois devem ser  adotados números e metas de vendas em valores, rentabilidade, produtividade e premiação específicas para a área.

Boas vendas e ao sucesso!

José Teofilo Neto é educador profissional e
diretor da Comunicação Direta – Consultoria & Treinamento.
teofilo@comunicacaodireta.com.br


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ATENDIMENTO DIFERENCIADO

A estrutura externa de um estabelecimento comercial, apoiado por um clima interno de organização e cortesia, permite ao cliente perceber que o local onde está é agradável para se fazer negócio. O palestrante mágico Dalmir Sant’Anna destaca duas dicas para a contínua necessidade de se encantar o cliente através de um atendimento diferenciado:

Público alvo – fique atento, pois conforme seu público alvo, a expressão “oferta” ou “promoção da semana” ao contrário de atrair, pode afastar seus clientes. Procure apresentar alternativas que diferencie sua campanha de vendas, lembrando que vantagens competitivas são difíceis de serem copiadas. Descubra quais são os fatores motivadores para o cliente comprar. Se a resposta encontrada é exclusivamente preço, apresente benefícios do produto. Se a resposta encontrada é status, posicione corretamente a sua oferta conforme perfil do seu público alvo.

Limpeza e Organização – Conforme os estudos de Tom Peters inserido no livro “A Busca do Uau!” (editora Harbra, 1997, São Paulo), é fundamental estabelecer e aplicar a limpeza em todos os setores e departamentos. Em uma oficina de automóveis, por exemplo, o cliente irá pensar: “Se as pessoas desta oficina cuidam da limpeza, devem se importar um pouco mais com a organização e provavelmente cuidarão com maior zelo do meu automóvel.”

Observe que desenvolvemos no cotidiano inúmeras técnicas de comunicação no sentido de vender algo quando desejamos se candidatar a uma vaga, indicar um local a ser visitado, sugerir um projeto ou realizar uma apresentação pessoal. Desta forma, vender não é uma ação exclusiva dos profissionais de vendas, mas fundamental de todas as áreas. Neste sentido, o atendimento diferenciado precisa ser planejado, desenvolvido e executado com o objetivo de conquistar a fidelização do cliente.

Dalmir Sant’Anna – www.dalmir.com.br – Palestrante mágico


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OFEREÇA “XTUDO” E NÃO VENDA NADA!

Empresários, gerentes e supervisores tendem considerar ações de vendas e televendas receptivas como algo muito mais fácil que as ativas.

Sua argumentação é simplista: se o cliente entrou na loja ou telefonou é porque quer comprar! Já que é tão evidente que o cliente quer comprar, pergunto então se todo mundo ou quase todo mundo acaba comprando, e as respostas são evasivas, do tipo “quem dera isto fosse verdade! ”. 

Ou não é verdade que é mais fácil vender nestas circunstâncias, ou  acabam valendo estas desculpas:

  • O pessoal só está olhando, pois ninguém está com dinheiro. Bingo: a culpa é dos clientes!
  • Meu pessoal se esforça, é educado e cortês, oferece tudo o que temos,  mas fica difícil adivinhar o que se passa na cabeça dos clientes. Bingo, a culpa é dos clientes!
  • Alguns dos meus vendedores não têm motivação no que fazem. Bingo, a culpa é dos vendedores!

Aprendi nestes anos todos que vendas receptivas não são mais fáceis. Geralmente os clientes estão mais preparados, conhecem algumas ofertas dos concorrentes, sabem as variadas formas de pagamentos, têm grande noção da qualidade dos produtos.

Cegos por uma convicção que não é verdadeira, os gestores escolhem uma equipe de vendas fraca e sequer dão um treinamento adequado, pois se o cliente entrou na loja ou telefonou é porque quer comprar. Basta mostrar os produtos, mostrar TODAS suas características e esperar que o cliente faça o pedido, o que não acontece, apesar de você ter oferecido  “XTUDO”.

“XTUDO” é um tipo de sanduíche no qual entram todos os ingredientes possíveis e imagináveis. Tem TODOS os sabores e você não consegue distinguir nenhum entre eles.
É a negação da boa comida como o exemplo acima é a negação da boa venda.

Assuma que vender é difícil em qualquer circunstância e pare de colocar a culpa nos clientes ou nos vendedores despreparados que você escolheu para sua equipe. E definitivamente apague de sua memória que não se advinha o que se passa na cabeça dos clientes e sim que se identifica o que desejam.  E como se faz isto? Fazendo duas ou três perguntas.

  1. O Sr. já conhece/possui este produto que está procurando?
  2. Quem irá utilizá-lo?
  3. Como pretende utilizá-lo?
  4. Tem alguma marca ou modelo ou cor de sua preferência?
  5. Até quanto pretende pagar?
Agindo assim você estará demonstrando interesse pelo cliente, identificando suas necessidades para então oferecer-lhe a melhor alternativa. E será bem vindo entre os verdadeiros profissionais de vendas. Simples, não?

 

José Teofilo Neto – contatos : teofilo@comunicacaodireta.com.br


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Endomarketing – Uma necessidade premente!

Humanização no ambiente de trabalho?... O que é Humanização?... Para que serve?

Profissionais não são “máquinas de repetição/produção". São, antes e acima de qualquer outra classificação, Seres Humanos que necessitam ser tratados como tal!

Humanizar significa respeitar a dignidade que lhe é intrínseca; significa valorizar sua função; significa dar oportunidade, significa criar ambiente propício; significa dar o tempo necessário para o desenvolvimento de suas aptidões; significa dialogar e OUVI-LO!

A prática da Humanização deve ser observada e ampliada, ininterruptamente, por profissionais “humanizados” e qualificados que, também, devem estar totalmente focados nesta função. Um bom começo é ter uma área de Endomarketing, atenta em melhorar e incentivar a comunicação interna, sempre planejando e executando Ações voltadas para o “Público Interno”.

A Ética deve ser o princípio de vida de qualquer organização, posto que podemos entender que Ética – além de qualquer definição – é ocupar-se com a felicidade pessoal e coletiva.

A Ética pressupõem a Valorização do Ser Humano, não se contrapõem ao desenvolvimento científico-tecnológico e nem mesmo diminui o lucro das empresas. Muito pelo contrário, condutas éticas observadas em longo prazo aumentam o lucro das empresas, porque diminuem o turn over, aumentam a produtividade e a qualidade dos serviços prestados por profissionais felizes. Daí ser possível afirmar que “a empresa que busca somente os resultados ou as vantagens imediatas é suicida”.

Responsabilidade Social, quando manifestada, pode ser determinante em relação à sobrevivência de boa parte das atividades empresariais. E, neste aspecto, a Ética constitui um fator importante para os ganhos... Segundo ZOBOLI, a Ética não é condição para um bom negócio, mas o propicia.

Pessoas não são meros recursos, são seres com anseios que precisam estar motivados para alcançar os objetivos organizacionais; seres cuja vida não deve se restringir ao ambiente de trabalho.

Pessoas não precisam ser conflitadas e pressionadas por líderes mal formados/informados.

A desconsideração dos valores humanos e da Ética “desumaniza” as organizações, geram diversos conflitos. E, também, são exemplos de realidades “desumanizadoras”.

Segundo pesquisas de MAILHIOT, podemos constatar que a produtividade de um grupo e sua eficiência está estreitamente relacionada com a competência de seus membros e com a solidariedade de suas relações interpessoais.

Schutz, um outro psicólogo, trata de uma Teoria das Necessidades Interpessoais: necessidade de ser aceito pelo grupo; necessidade de responsabilizar-se pela existência e manutenção do grupo; necessidade de ser valorizado pelo grupo; necessidade de inclusão, controle e afeição.

A estrutura administrativa e o relacionamento humano devem integrar-se para produzir o padrão real de relacionamento humano na organização: como o trabalho é verdadeiramente executado. A política de pessoal e a política de tomada de decisões pode e deve ser compreendida e tratada pelos administradores, com eficácia e pertinência.

Os Profissionais de Endomarketing, assim como pesquisadores de diversas áreas são unânimes em reconhecer a grande importância do tema “Relações Interpessoais”. Tanto para os indivíduos, quanto para as organizações. Este tema sempre está relativo à produtividade e sempre se relaciona com a qualidade de vida no trabalho.


Moracy das Dores – Consultor da Trade Call Service
Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atualmente responsável pelas Áreas Comercial, Consultoria e Treinamento daTrade Call Service e Diretor do Sintelmark


Maior fonte de pesquisa: Wellington Soares da Costa
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A ARTE DE GERIR PESSOAS

A atual era da informação e da tecnologia nos coloca uma questão inquietante: como gerir e aproximar pessoas em um tempo onde os indivíduos estão cada vez mais individualistas e focadas no ganho pessoal? Durante anos a máxima foi: cobre resultados e exija o máximo de seus subordinados.

Hoje sabemos que mais do que simplesmente cobrar resultados é preciso criar um ambiente saudável e estimulante para que as pessoas produzam mais e melhor. Esta função passa diretamente pela capacidade que o gestor deve possuir de estabelecer relações positivas com seus subordinados, e estimular o espírito de equipe.

A tarefa não é fácil, até porque a maior parte dos atuais líderes das organizações são pessoas que foram formadas tecnicamente para agir em suas áreas de especialização. Quantos gestores atuais tiveram formação em comportamento humano nos bancos de suas universidades? Quantos buscaram por conta própria este conhecimento? Quais empresas têm investido continuamente em seu grupo de gestores para torná-los mais “humanos” no relacionamento com seu pessoal?

Certamente que as respostas tendem a um crescimento na humanização do gerenciamento de pessoas. Há mais universidades ensinando além do currículo formal, mas ainda é pouco. Também sabemos de profissionais que investem não somente em cursos de MBA, mas também em sua formação como gestor de pessoas. O fato é que este processo é lento e requer muito mais do que conhecimento teórico. É preciso atitude.

Vou ilustrar este pensamento através da história de Wilson. Profissional dedicado, trabalhava há mais de dez anos em uma empresa de pequeno porte, sempre em áreas relacionadas com a produção. Até o dia que teve a grande chance: foi promovido a chefe de pessoal.

No início veio um misto de euforia, contentamento e desespero. “Será que conseguirei dar conta do recado?”, pensou. A questão é que Wilson não foi devidamente preparado, e muito menos se preparou, para gerenciar um grupo de pessoas. Sua experiência era eminentemente técnica.

Até então ele era um dos membros deste grupo, e agora estava à frente de seus colegas. Os primeiros meses foram difíceis. Os até então colegas, passaram a vê-lo como uma pessoa autoritária e distante. Com isso, começou a se afastar do grupo. Logo vieram as primeiras reclamações sobre seu comportamento. As pessoas diziam que ele havia mudado, tinha perdido a alegria e eficiência de sempre. E isso era verdade.

Wilson começou a agir de modo isolado, sempre reativo e nervoso. Em pouco tempo já dava sinais de estresse. O ponto alto de seu descontrole foi quando reagiu aos gritos, no meio da fábrica, por causa de um problema irrelevante. Foi aí que seu superior interveio. Demorou para fazê-lo, mas sua atitude foi educativa.

- Wilson – disse o gerente Gérson - uma das virtudes dos grandes líderes é o autocontrole.

Gérson ainda comentou que o líder é como um espelho. Suas atitudes refletem nos subordinados ações positivas ou negativas. Falou, ainda, que se o líder não tiver autocontrole ele irá gerar um ambiente de cobrança, tensão e má qualidade. Oposto a isso, quando o líder consegue manter seu equilíbrio emocional, ele conquista dos seus funcionários a melhor produtividade, pois as pessoas irão valorizar o ambiente onde os erros são vistos como forma de melhoria e aprendizado.

Wilson refletiu sobre o que seu superior havia comentado, mas não sabia como colocar isso em prática. Afinal, aprendeu com antigos gestores esta mesma forma de agir. Porém, colocou para si mesmo o desafio de prestar atenção a tudo o que o tirava do sério, o que o deixava tenso e nervoso.

Nos primeiros dias percebeu e anotou algumas situações que aconteceram e fizeram com que tivesse o pensamento e algumas atitudes de descontrole. À medida que foi anotando e revendo o que havia escrito percebeu um padrão nos acontecimentos. Na maior parte das vezes o que o fazia perder o controle emocional estava relacionado a falta de treinamento do seu pessoal. Como sempre reagia de forma intempestiva as pessoas tinham receio de perguntar e cometiam erros. Estes erros o tornavam mais nervoso e assim se formava uma cadeia de desequilíbrio emocional e ambiente tenso.

Aconselhado por seu superior passou a observar mais seu pessoal, conhecer melhor suas fraquezas e limitações. Com isso, pôde assertivamente treinar sua equipe, diminuir os erros que eram freqüentes e tornar-se mais próximo de sua equipe. Assim, Wilson foi corrigindo sua postura como líder e se preparando melhor para gerenciar pessoas.

Então, quando tratamos de gerenciamento de pessoas é preciso ficar atento alguns fatores importantes:

O líder é o espelho de sua equipe. As pessoas vêem nele uma referência. Por isso, o líder deve ser o primeiro a perceber suas atitudes positivas e negativas. Esta auto-análise passa por um profundo conhecimento de suas atitudes no dia-a-dia. Faça uma lista do que gera tensão, irritação, alegria, satisfação e outros sentimentos no seu ambiente de trabalho. Esta lista irá ajudar sobre como agir em cada situação.
Ter autocontrole das emoções é uma obrigação da liderança. No mundo moderno não há mais espaço para o líder que cria ambiente de medo. As pessoas querem, antes de tudo, trabalhar em um ambiente saudável em termos físicos e emocionais. Peça feedback para as pessoas que poderão ajudar no seu processo de desenvolvimento pessoal.
Busque o aprimoramento pessoal através de cursos, livros, seminários, palestras, vídeos e também no contato com outros profissionais. Participe de grupos de estudos e discussão sobre liderança. O processo de aprendizado deve ser contínuo e para sempre. Gerir pessoas é um processo dinâmico e requer constante desenvolvimento.
Lembre-se que gerir pessoas é uma arte e o artista não nasce pronto. É preciso muita técnica, prática e atualização. Sucesso!


Rogerio Martins é Psicólogo, Professor Universitário, Consultor Organizacional e Palestrante sobre motivação, comportamento e gestão de pessoas. Sócio-Diretor da Persona Consultoria & Eventos. Autor do livro “Reflexões do Mundo Corporativo”.
Contato: rogerio.martins@personaconsultoria.com.br / www.personaconsultoria.com.br

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Só Talento não Basta!

É quase uma unanimidade a tese de que vivemos a Era dos Talentos, mas Nélson Rodrigues dizia sem muitas delongas que “toda unanimidade é burra!”

De origem latina, a palavra talentu em sua essência significa balança, peso. Também já foi moeda na Roma e Grécia Antiga e citada nas parábolas de Cristo. Conta a história que o rei Salomão gastou em seu reinado cerca de cem mil talentos de ouro e um milhão de talentos de prata para a construção de um templo em homenagem a Deus. Foi um dinheirão para a época!

Nos tempos atuais e no atual dicionário corporativo, a palavra talento logo nos lembra alguém com grande inteligência, extremamente hábil ou com alguma aptidão notável.

Mas a pergunta que não que calar é: Só talento basta?

Não. É um grande erro acreditar que uma pessoa só será a grande solução para os problemas da sua empresa. Descobrir e saber usar o seu talento é o que realmente faz a diferença. É preciso conhecimento e bom uso dos seguintes pontos.

Talento é diferente de dom. Dom é algo todo seu e um presente que a vida lhe deu. É uma aptidão natural, genuína e que o distingue das demais pessoas sem muito esforço. É mais notado nas artes, músicas e esportes, mas também podemos pensar nas pessoas que parecem que nasceram para liderar, negociar ou vender. Dom é um talento nato, mas nem todo talento é um dom. É bom deixar claro que todos têm talento ou alguns talentos, mas que esses talentos precisam ser descobertos e, principalmente, desenvolvidos. Os iluminados são os que desenvolvem e aperfeiçoam constantemente seus dons, esses são quase imbatíveis, mas não são a maioria.

Iniciativa e criatividade. Talento sem ação não gera realização. São suas iniciativas que abrem portas para novas oportunidades. A iniciativa é um dos ingredientes que não pode faltar na receita dos vencedores. O verdadeiro talento não fica à espera de que as coisas aconteçam, cria soluções, agrega valor ao ambiente e sabe que velhas soluções não são mais a garantia de sucesso no presente. O talento não tem preguiça, nem medo de ser feliz. Pessoas talentosas, mas sem iniciativa e criatividade se consideram injustiçadas e de pouca sorte. Pessoas pouco talentosas, mas com iniciativa e criatividade assumem a responsabilidade pela sua própria vida e não ficam à espera da oportunidade passar. Elas criam uma.

Foco e execução. Para a grande maioria das pessoas sob todos os aspectos ter foco não é algo natural e de fácil execução. No campo emocional, poucos são os que têm o foco nas coisas de forma positiva e acreditam verdadeiramente que pode dar certo. A maioria parece já nascer conformada quando tudo dá errado. No campo corporativo, foco é lidar com o que mais importa e execução é descobrir maneiras para fazer acontecer. O talento deve ter poucas metas e atividades, mas é importante se entregar de corpo e alma na execução dessas tarefas. Saber dizer não quando necessário e terminar as atividades que se propõe a fazer. Ter talento não o qualifica a fazer várias coisas ao mesmo tempo, pois ao final os resultados podem depor contra você.

Relacionamento e Equipe. O talento pode ganhar um jogo, mas não ganha o campeonato. O talento nasceu para servir, não para ser servido. Veio ao mundo para cooperar, compartilhar, ensinar e aprender. Sente prazer em se relacionar com outras pessoas e sabe que ninguém na história mundial fez algo sem uma grande equipe do lado. Talento acompanhado de arrogância é um passo para o fracasso. Uma pessoa talentosa, que não se relaciona com as pessoas certas e não faz uso do poder da equipe, é só uma promessa.

Integridade e responsabilidade. Vale a pena ter um craque de bola, mas que vive na balada, perde treinos e desagrega a equipe? Talento sem honestidade e caráter de nada vale. A irresponsabilidade e falta de integridade afundam empresas, acaba com qualquer carreira e não sustenta o sucesso a longo prazo. Não vale a pena mascarar o talento, encobrir seus defeitos ou varrer os problemas para debaixo do tapete porque alguém faz algo muito melhor do que o outro. Manter uma pessoa talentosa na empresa que seja irresponsável e desonesta é como guardar uma bomba relógio que a qualquer hora pode explodir e destruir o alicerce de qualquer estrutura.

Aprendizado permanente. Aqueles que se julgam talentosos têm um sério problema: gostam de aprender, mas não gostam que ensinem. Por saber muito e por ter consciência disso pensam que são poucos os que sabem mais do que ele. O verdadeiro talento é humilde na hora de aprender e ensinar. Faz do aprendizado uma forma de vida e sabe que sempre existe alguém que sabe mais do que ele em determinado assunto e não sente necessidade de ser um especialista ou ter opinião formada sobre tudo. Compreende que seus talentos precisam sempre ser lapidados e que crescer na carreira e na vida é sempre uma conseqüência de boas ações no presente. Não vive se lamentado do passado ou sonhando com o futuro.

A chave de tudo é saber que o presente é sempre o momento certo para aliar talento e ação, teoria e prática e assim ser o grande criador do enredo da sua própria vida.



Paulo Araújo - palestrante e escritor. Autor de “Desperte seu Talento – dicas essenciais para a sua carreira” - Editora EKO, entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br

Tel (41) 3267 6761 / 9124 2873 – Curitiba – PR

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Invista no poder da gentileza.

Prepare-se para colher os benefícios!

O que é ser gentil?
Gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado ou meramente cumprir regras de etiqueta, porque embora possamos (e devamos) ser educados, a gentileza se trata de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.

O que você percebeu com os números da Organização Mundial da Saúde?
Percebi, bastante entristecida, o quanto temos nos colocado numa espécie de armadilha, o quanto temos nos deixado sucumbir pelas ilusões da modernidade, o quanto temos nos perdido de nós mesmos e esquecido de nossa capacidade de agir com o coração e de valorizar aquilo que realmente nos preenche, que realmente nos faz sentir felizes e plenos. Os dados são assustadores e delicadíssimos, uma vez que a depressão tende a ser, até 2020, a segunda causa de improdutividade das pessoas, seguida apenas das doenças cardiovasculares. Além disso, distúrbios afetivos como ansiedade, depressão e transtorno bipolar crescem absurdamente, sem falar em síndrome do pânico, TOC, entre outros nomes que se tornam cada vez mais comuns entre as pessoas. Diante da indignação que esses dados me causaram, encontrei mais motivos ainda para investir na gentileza e insistir no fato de que é somente agindo de modo coerente com o que realmente desejamos da vida que poderemos viver de modo mais equilibrado e menos doentio.

Por que esquecemos de ser gentis?
A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por idéias equivocadas, que nos pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, nos tornamos mais e mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas - mesmo com aquelas que amamos - de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nem nos darmos conta disso. É por isso que, a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o que quero dizer: “Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais delicadas e íntegras ações”.

Você diz no livro que ser gentil nada tem a ver com ser bobo e dizer sim a todos?
Exatamente. Ser gentil nada tem a ver com ser bobo e fazer o que todos querem que a gente faça. Muito pelo contrário: quanto mais gentil somos com as pessoas, mais gentil somos também com nossa verdade, com nossos valores. Assim, dificilmente nos aviltaremos em nome de algo que não esteja de acordo com nosso coração. Pessoas que dizem “sim” a todos estão, na realidade, reforçando uma imagem de ‘vítimas da vida’, alimentando um argumento de ‘coitadinhas’, de extremamente boas e injustiçadas. Isso não é ser gentil e demonstra mais uma dificuldade em lidar com sua própria carência do que a força ou o poder contido na gentileza. Aprender a dizer “não” nem sempre é uma tarefa simples. A gente aprende que tem de corresponder às expectativas de quem amamos, desde pequeninos; daí, quando crescemos, não sabemos dizer “não” sem nos sentirmos culpados. Daí para justificar nosso medo de dizer “não”, é um pulo; afinal, é bem mais fácil transferirmos a responsabilidade de nossas limitações para o outro.

Dá pra falar ‘não’ sendo gentil? Como?
Não só dá como é o mais inteligente. Muitas vezes, a gente associa a palavra “não” à raiva ou à falta de gentileza, quando na verdade ela é apenas uma resposta, tão cabível quanto o “sim”. Desde que seja dito com sinceridade e respeito, sabendo por que motivo você está dizendo “não”, a gentileza é absolutamente coerente. O problema é que a gente já diz com culpa e, para não demonstrar, altera o tom de voz, tenta se justificar acusando o outro ou inventando pequenas mentiras que tornam a relação pesada, tensa. Basta que sejamos honestos, que nos permitamos respeitar nossos limites, que aprendamos a nos dar o direito de dizer “não”. Além disso, vale um questionamento: será que é tão difícil dizer “não” porque, na verdade, você não consegue ouvir o “não” do outro? Será que esta dificuldade em negar ao outro não está a serviço de poder lhe cobrar sempre o “sim”? Enfim, lance mão de um tom de voz compreensivo e afetuoso e o seu “não” será muito mais humano e aceitável do que aquele que a gente costuma dizer gritando, acompanhado de gestos agressivos.

Que benefícios a gentileza nos traz?
Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas, muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim, propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber gentilezas. No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais, profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas, competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a gentileza são características escassas e muito bem quistas no mundo atual.

Como a gentileza interfere no nosso dia-a-dia? Nas relações de trabalho, no amor, na família?
Como disse anteriormente, a gentileza facilita todas as relações. No livro, conto a comovente história de vida do Profeta Gentileza, que viveu na cidade do Rio de Janeiro pregando a paz entre as pessoas. Ele tinha uma frase que ilustra muito bem o que chamo de “poder” da gentileza: GENTILEZA gera GENTILEZA. Do mesmo modo, o contrário também é verdadeiro. Ou seja, grosserias geram grosserias e a gente sabe que ninguém gosta de ser tratado de forma grosseira. Em minha palestra (com o mesmo título do livro), abordo os malefícios que a falta de gentileza causa em nossa saúde física, emocional e mental. Para se ter uma pequena idéia do quanto a gentileza interfere em nosso dia-a-dia, basta notar: pessoas intolerantes, briguentas e pouco ou nada gentis geralmente sofrem de enxaqueca, gastrite, ansiedade, cansaço, falta de criatividade, entre outras limitações. Sendo assim, o que podemos fazer de mais inteligente é tratar de praticar a gentileza quanto mais conseguirmos. E isso é uma escolha, antes de mais nada.

Como nasceu a idéia do tema para escrever o livro?
Eu já tratava, há algum tempo, do tema “Inteligência Afetiva”, que tem muito a ver com essa capacidade de se relacionar harmoniosamente com as pessoas, sempre buscando compreender melhor como se comunicar, de que forma ser claro sem precisar ultrapassar os limites da boa convivência. Sempre busquei, inclusive, mostrar o quanto a afetividade tem a ver com o desenvolvimento da inteligência humana e de que forma isso contribui para nossa realização pessoal, profissional e amorosa. Certo dia, pensando em como abordar este tema de uma forma ainda mais fácil, me veio uma percepção muito clara: o quanto temos desaprendido a acolher o outro, a ter paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser felizes... e a palavra GENTILEZA me veio na hora! Comecei a pesquisar sobre o tema e fui encontrando dados surpreendentes, o que me empolgou cada vez mais. Saí de “férias” por uns dias, como sempre faço quando vou escrever, e o resultado foi este - o livro O PODER DA GENTILEZA.

No seu livro, você dá dicas práticas de como exercitar a gentileza no dia-a-dia?
Sim, com certeza. Procurei transformar este trabalho em algo muito prático. Quero reproduzir aqui 10 dicas para facilitar a prática da gentileza. Creio que se conseguirmos incorporar pelo menos algumas dessas ações, nossa vida já se tornará bem mais leve e gostosa.

1. Tente se colocar no lugar do outro. Isso o ajuda a entender melhor as pessoas, seu modo de pensar e agir.

2. Aprenda a escutar. Ouvir é muito importante para solucionar qualquer desavença ou problema.

3. Pratique a arte da paciência.
Evite julgamentos e ações precipitadas.

4. Peça desculpas. Isso pode prevenir a violência e salvar relacionamentos.

5. Pense positivo. Procure valorizar o que a situação e o outro têm de bom e perceba que este hábito pode promover verdadeiros milagres.

6. Respeite as pessoas quando elas pensarem e agirem de modo diferente de você. As diferenças são uma verdadeira riqueza para todos.

7. Seja solidário e companheiro. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida.

8. Analise a situação. Alcançar soluções pacíficas depende de se descobrir a raiz do problema.

9. Faça justiça. Esforce-se para compreender as diferenças e não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras.

10. Mude a sua maneira de ver os conflitos. A gentileza nos mostra que o conflito pode ter resultados positivos e ainda tornar a convivência mais íntima e confiável.




Rosana Braga.
Site: www.rosanabraga.com.br
(11) 9153-7282, com Maria Claudia

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NADA DE PROMESSAS. MÃOS À OBRA!

Nossa, os meses de janeiro e fevereiro já se foram. O carnaval no início de fevereiro acrescentou mais um mês neste ano bissexto, que deveria ter só mais um dia e você ainda está derrapando nos problemas que lhe garantiram que seriam resolvidos?

Muita calma nesta hora e vamos ver se consigo ajudá-lo antes que a Páscoa também passe.

1. Sua carteira de inativos continua acima de 10%?
Retire dela todos que não compram há mais de 2 anos, pois fecharam, mudaram de ramo ou já têm novo fornecedor. Nada de sentimentalismo bobo. Redistribua o que sobrou entre seus televendedores, oferecendo uma comissão vantajosa a partir da terceira compra. Nada de acreditar que os bons tempos voltaram já na primeira compra, pois talvez sejam oferecidas condições especiais, senão eles não voltariam, dirão todos os envolvidos.

2. Sua margem continua entre o mínimo da tabela e a autorizada pelo gerente?
Não pague mais comissões sobre vendas cujo preço foi autorizado pelo gerente e que normalmente é abaixo do mínimo da tabela sugerida. Reduza pela metade a comissão das vendas feitas pelo preço mínimo. Dê um prêmio ao televendedor que contribuir com a maior margem. Nada disto lhe convence? Então reveja seus preços, pois tudo indica que você está fora do mercado.

3. Continuam os problemas de logística?
Viu só? Antes se chamava setor de expedição ou entrega e agora é logística e você continua com aquele leal motorista (ou almoxarife) chefiando a área? Faça algo mais moderno, informatize esta área, pois hoje todos trabalham com prazos apertados e suas mancadas na entrega já não podem ser aceitas. Isto lhe comove? Seja generoso e arrume um lugarzinho menos estratégico para seus fiéis servidores.

4. A taxa de vendas efetivas X tamanho da carteira está abaixo de 70%?
Seu pessoal está dando mole. Aumente a freqüência de contatos e acabe com a postura de “tem cotação pra mim hoje?”. Crie um prêmio para aquele que vender para o maior número de clientes de sua carteira. Mesmo que a venda seja uma merreca, mas você marcou presença.

5. Os pedidos faturados por clientes são sempre os mesmos?
Isto indica que os clientes é que estão comprando e que seus vendedores não estão vendendo! Estabeleça que o número de itens em cada pedido cresça pelo menos 30%. Recicle seu pessoal, pois parece que a equipe está enferrujando e o próximo estágio é o apodrecimento.

Existe um sem número de idéias, mas a Páscoa em 2008 cai no dia 23 de março e como todo mundo vai exagerar no chocolate, exagere você AGORA e aplique já estes 5 conselhos de uma vez, senão o enforcado será você em 21 de abril.




José Teofilo Neto, é consultor e educador profissional nas áreas
de atendimento & vendas & relacionamento – teofilo@comunicacaodireta.com.br

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GASTOS MENORES, DESGASTES MAIORES

A LEI DO PERDE-PERDE

Pois bem, estamos há algumas semanas sob fogo cruzado com notícias que anunciam o fim dos tempos. Meu guru espiritual sempre me recomenda cautela em momentos difíceis, pois a tendência é exagerar na importância de fatos que normalmente aconteceriam e que não teriam nenhuma importância, caso não estivesse com meus sensores sintonizados na crise, esperando o pior. O contrário também acontece quando se está feliz.

Tenho sido consultado por funcionários sobre ações que empresários e gestores estão tomando, visando protegerem suas empresas da grande catástrofe e algumas me incomodam, pois ao tentarem acertar o monstro, com ações sobre aquilo que consideram gastos, na verdade acertam em alvo muito mais perigoso: o desgaste.

Nossa última grande crise foi quando da eleição do Presidente Lula, quando o dólar passou dos R$ 4,00. Felizmente nos recuperamos e nos 3 últimos anos avançamos nas ações referentes ao relacionamento interno ( endomarketing) e externo ( CRM). No discurso, os funcionários passaram a ser o capital mais importante das empresas e os clientes a razão de tudo.

Agora vem a perplexidade: será que tudo aquilo era uma farsa?

Está certo que a oscilação do humor dos players financeiros respingará em todas as atividades. Ficarão encharcados os que não fizerem nada, que ficarem inertes, esperando o pior; porém, quanto vai custar esta mudança repentina de discurso? Certamente cairão nas armadilhas do processo “perde-perde” e todo o esforço destes últimos anos, vão para o ralo.

E se optarmos por outra máxima do mercado: “quem reage antes, escolhe onde estão as melhores saídas, aprende jogar o novo jogo, define suas regras e quando todos despertarem,  estará senhor da situação”.

Nada de irresponsabilidades, voar no escuro, mas cá entre nós, esta é sua oportunidade de manter os bônus prometidos; aquele programa de promoções internas valorizando seus melhores funcionários; a festa de confraternização do Natal ; aquela campanha para os desvalidos de melhor sorte que estão em asilos e creches; aquele treinamento para deixar sua equipe melhor, imbatível; aquelas ações junto aos clientes para conquistar sua confiança e fidelização; aquela campanha de recuperação de clientes inativos;

Victor Hugo escreveu: “O futuro tem muitos nomes: para o fraco, é o inalcançável; para o medroso, o desconhecido; para o valente, a oportunidade”.

Ouça seus funcionários e clientes, pois eles lhe darão grandes dicas. E, por favor, nada de cortar o cafezinho, a bolachinha, ou suspender as férias, cancelar conquistas tão gratas, colocando tudo a perder. Isto também vai passar. E até a próxima crise.

 

José Teofilo Neto é empresário e educador corporativo;

 teofilo@comunicacaodireta.com.br

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  A ARTE DA ADAPTAÇÃO         Kendi Sakamoto

 
       
     " Não serão as espécies mais fortes e nem as mais velozes que sobreviverão, mas sim, as que se adaptarem melhor as mudanças - "

                  Charles Darwyn  "

  
   Avaliando o impacto da nova regulamentaçao de SAC's, os profissionais das áreas de Relacionamento estão perguntando:
 
  - Atender seus clientes 24 horas por dia, todos os dias?
  - Eliminar a repetição de informação após o registro ter sido efetuado pelo primeiro atendente?
  - Acompanhar as ocorrências por meio de um registro numérico?
  - Manter o registro do atendimento por no mínimo 2 anos?
  - Dar acesso ao cliente do seu histórico de atendimento em até 72 horas?
  - Permitir o cancelamento no primeiro atendimento?
  - Ter as reclamações solucionadas em até 5 dias
 
 
 
  As Empresas que terão adaptações e mudanças nos seus  Call Center NESTE MOMENTO, são as de Instituições Financeiras, Companhias Aéreas, Transportes Terrestres, Planos de Saúde Serviços de Água, Telecomunicações e Energia Elétrica. 
 
Nem todas estão e nem estarão preparadas no dia 01 de Dezembro de 2008, quando começar a vigorar. E as demais Empresas estão acompanhando o que será feito.Mas estão cientes que essa foi uma largada e que em breve, os demais setores que não forem incluidos também terão que se adaptar a nova Regulamentaçao, pois isso entra no DNA dos clientes e eles passam a ser mais exigentes.
 
As Empresas que não tinham atualizado o seu parque tecnológico estão comprando equipamentos e softwares para os registros de informaçoes e aumentando o seu datawarehouse para guarda-los por no minimo 2 anos, e para permitir o acesso ao cliente do seu histórico de atendimento em até 72 horas.
 
Outro dia, participando do evento dos 18 anos do Código de Defesa do Consumidor - CDC, assisti a uma palestra muito interessante do Diretor  da Claro Miguel Cui, que apresentou uma pró-atividade sensacional: a Claro possui mais de 35 milhões de clientes de telefonia celular. Ela criou um blog chamado de claro.blog.com.br, dando literalmente a cara para bater. E os resultados estão sendo muito positivos . Esta geração do Século XXI está utilizando bastante, com suas críticas e também sugestões, oferecendo um termômetro de seu relacionamento com a Claro. A partir dai, a Empresa adequa a sua tática para melhorar o relacionamento com seus clientes. Realmente, muito positivo.
 
As Empresas de Energia Elétrica já tinham algo semelhante, controladas pela Aneel.
No geral, as Companhias deste setor conseguem fazer o atendimento dentro dos dias normais. Mas em caso de intempéries ( queda de arvores, postes, inundações, etc...), que deixam bairros inteiros sem energia, é realmente impossível atender a demanda dentro dos parâmetros da nova Regulamentação. Dessa forma, tanto para os serviços de Água e Gás, provavelmente um novo adendo será incluso.
 
Mas, apesar de tudo, o mesmo Governo que aplica a Lei, não dá o melhor exemplo.
Vejamos, quando voce vai a Caixa Economica Federal, Banco do Brasil, Autarquias e òrgãos públicos das instãncias Municipal, Estadual e Federal e necessita pessoalmente de alguma informação, terá que esperar sentado e CALADO, pois muitas vezes há um cartaz pregado sobre " Desacato a um funcionário público pode levar a prisão".
 
Então,  voltando aos SAC's, como no Decreto rege somente o que for atendido, e não fala do que NÃO FOI ATENDIDO,  ou seja, do OCUPADO, está na cara que algumas Empresas, para não levar multa, irão verificar a quantidade de funcionários para a demanda inesperada e facilmente bloquear algumas linhas de acesso. E fica dentro da Regulamentaçao.
Não é por ai, que se resolve o problema, pois os consumidores só serão atendidos em momentos de pouco tráfego.
 
Dessa forma, muito está sendo discutido, mas as adaptações terão que ser feitas. Mesmo porque, caso os consumidores entrem para valer para condenar as Empresas, não haverá Judiciário para julgar todos os casos.
 
É uma questão de tempo. Mas os ventos das mudanças indicam que, vencendo os obstáculos, e fazendo as adequações COERENTES, e não goela abaixo, todos tem a ganhar.
 
 

KENDI SAKAMOTO é  sócio/diretor da Kendi Sakamoto Contact Center Consulting 

coordenador dos cursos de Gestão de Telemarketing e Relacionamento com Clientes, Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Engenharia Mecãnica, da Unibero Brigadeiro - Faculdades Anhanguera.

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A MAGIA DOS NÚMEROS EM TELEVENDAS

 

Como as notícias estão sinalizando para um céu azul nos negócios, nada melhor para aproveitar e discutir métricas e padrões de desempenho, sem aquela costumeira pressão dos chefes, pois como todos estão alcançando suas metas é bom pensar na eficácia nas vendas.

Será que você não está sendo apenas eficiente, e seus resultados são fruto deste momento? É isto que vamos discutir neste artigo.  

Vamos dividir um contato de televendas em três estágios:

1.      O primeiro estágio refere-se à quantidade de ligações que cada tele vendedor faz, por hora/por dia. Que fique claro: ligação telefônica aqui é entendida como o ato de digitar os números e aguardar o atendimento do outro lado da linha.

      O que pode acontecer?

a-      O número chamado não atende ou está ocupado. Isto ocorre em praticamente 40% das vezes.

b-      O número chamado foi trocado e chamamos isto de erro de cadastro. Acontece em quase 5% dos casos.

c-       A ligação é atendida. Termina aqui o primeiro estágio. Só restam 55% de ligações com possibilidade de sucesso.

2.       Começa o segundo estágio: você solicita contato com a pessoa desejada e ela pode estar: viajando; numa reunião; ocupada com outra atividade; etc. Resumindo, os  55% de chance com que você tinha começado este estágio já são reduzidos para 10 ou 20% de possibilidade de sucesso em falar com a pessoa desejada. O restante você terá que “voltar a ligar”.

3.      Então seu terceiro estágio só te reserva 20% do total das ligações efetuadas ( hipótese mais otimista) lá  no item 1 acima. Lembre-se: isto não é venda feita. São  as chances de você vender.Pensando juntos: se você tentar 100 ligações é muito provável que você consiga falar com 20 clientes. E destes, perto de 5 vendas.

4.      Algumas constatações:

a.     Quem faz mais ligações vende mais? Nem sempre!

Um bom número é falar com 5 a 8 clientes por hora (contatos efetivos), para que daí surja uma venda. Isto significa que serão necessárias de 30 a 40 ligações por hora. Supondo que o normal (fora do setor de callcenter) seja trabalhar 8 horas/dia, e considerando fadiga, descansos, etc., fazendo 200 ligações dia, estima-se que sejam feitas de 6 a 8 vendas/dia.  Com isto pode-se medir a taxa de conversão de contatos efetivos em vendas (8/40x100= 20%).

b – Como transformar eficiência em eficácia?

Resista à tentação de fazer mais ligações. Pense no número de ocorrências do                    tipo “voltar a ligar”. Será que o tele vendedor não é do tipo apressadinho e logo passa para outra? Será que  diante de um obstáculo ( do tipo não pode te atender agora) ele desiste fácil? Pior ainda, será que é daqueles que se satisfaz com um “mande um folheto” e pensa que isto é quase-venda? E mais, será que ele manda orçamento pra caramba ( aqueles sem compromisso, entende?)e não fecha nada? Melhore isto e ganhe eficácia!

Pense também na taxa de conversão. Seu tele vendedor é daqueles que acha que não convém forçar e deixa para depois? Diante de um “não” ele sugere ligar outra hora? Ele aceita a justificativa “eu te ligo, dando retorno” e fica esperando a ligação do cliente? Ele oferece outros produtos, ou é daqueles que acha que já está bom assim? Seu tele vendedor precisa ser reciclado em como superar objeções, pois assim fechará mais vendas, com o mesmo número de contatos efetivos. Isto é eficácia.

Agindo nestes dois estágios do contato em televendas você vai se preparar para quando o céu estiver nublado, ameaçando tempestades. Fuja do conforto da eficiência e acostume-se com a eficácia. 

José Teófilo Neto

Consultor, Empresário, Educador Corporativo

teofilo@comunicacaodireta.com.br

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ZONA DE CONFORTO - UM VÍRUS PODEROSÍSSIMO

Escrevi, recentemente, uma Nota de Imprensa informando que detectei, em uma das minhas “Consultadas”, um 'vírus perigosíssimo' chamado: "Zona de Conforto".

Informei, também, que este 'vírus' - antes de ser detectado - se espalhou em quase todos os níveis interiores e que o mesmo, "por sorte", foi detectado e debelado a tempo, sem prejudicar ninguém.

Informei, ainda, que sabíamos que, após passar por esta experiência, não poderíamos mais descuidar e que precisaríamos estar constantemente vacinando todos os "potenciais hospedeiros"...

Informei, finalmente, que as melhores vacinas que encontramos foram: VIGIAR e ATUAR!... Mas, ambas, não devem ser aplicadas isoladamente.

Prometi, quando enviei a citada Nota de Imprensa, escrever um Artigo para passar maiores informações. E, este, é o objetivo deste conteúdo.

SEI que, em verdade, todos os bons Profissionais (Executivos e/ou Consultores) sabem dos perigos potenciais e sabem dos estragos efetivos ocasionados por profissionais que se acomodam. São estes, justamente, os que mais resistem às mudanças e que sempre tem uma desculpa na “ponta-da-língua” ou um “culpado” para apontar. Fica fácil, portanto, identificar que entrou (ou nunca saiu) na famigerada "Zona de Conforto".

"Zona de Conforto" passou a ser um eufemismo que usamos, devida ou indevidamente, para “aliviar o lado” de quem não está Comprometido com sua Empresa. Seja empregado, seja empregador. Porque, sabemos, ambos podem ser contaminados por este vírus, se é que já não o foram. E, o pior, quem está contaminado manifesta seus sintomas em todos os meios que freqüenta e atua. (lar, escola, clube, etc.).

Afirmo, baseado no pouco que expus, que aquele que não é Comprometido é aquele “doente” que se colocou na "Zona de Conforto". Doente SIM!... Doente que atrapalha tudo/todos e que, ainda, é um ”hospedeiro” que contamina quem está com “defesas baixas” (o fraco).

Posso tentar dar duas soluções alternativas a você, pessoa Comprometida que se predispôs a ler este Artigo, dado ao know how acumulado em inúmeras batalhas de “saneamento básico”:

- Remédio: conversar seriamente com cada um dos seus “contaminados”, no sentido de deixar bem claro que ele não terá uma segunda chance de curar-se. Porque ele terá que sair do quentinho e aconchegante. Dê-lhe três razões para sair de lá:

Ø         você terá que sair de lá um dia, por mais que você queira resistir. Até porque você não deve optar por uma vida calma, sem nenhuma turbulência. Chegará um dia, aqui ou em algum lugar, que te fará passar por um teste para o qual você não estará preparado e que nem gostaria de enfrentar;

Ø         seres humanos devem procurar se refinar e melhorar. Porque há, dentro de cada um, a capacidade e o desejo poderoso de melhorar-se. Só podemos fazer isso nos testando, através das nossas ações e não das nossas omissões. Portanto, experimente, tente algo novo, dê mais um passo. Algumas coisas não apreciaremos e, isso, é bom. Pois, somente assim, saberemos um pouco mais sobre quem somos e sobre o que, de fato, não gostamos;

Ø         a vida se tornará muito mais interessante. Sabemos que ninguém quer uma vida monótona, previsível. Quem leva uma vida segura e previsível nunca saberá que pessoa extraordinária realmente é. Quem torna desafiadoras as circunstâncias de sua vida, cria a oportunidade de fazer com que sua grandeza possa subir à superfície.

- Cirurgia: extirpar “doentes reincidentes”, pelo bem de sua Empresa. E, também, para que você tenha um exemplo de ação (o chamado ‘boi de piranha’).

Encerro afirmando que estaremos trabalhando, sempre, para evitar a volta do vírus "Zona de Conforto".

Moracy das Dores - Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atualmente responsável pelas Áreas Comercial, Consultoria e Treinamento daTrade Call Service e Diretor do Sintelmark.

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“AÇÕES 'NÃO INVASIVAS' DE TELEMARKETING-ATIVO"

 

Devo iniciar este Artigo lembrando que eu e alguns amigos fomos os primeiros brasileiros a prestar serviços de Telemarketing-Ativo/Receptivo, em nosso país (desde dezembro de 1985). Estou, em verdade, assumindo a responsabilidade que me cabe neste momento de tanta discussão sobre as novas leis que foram feitas, assim como pelas que virão...

A responsabilidade que assumo é a de ter gerado emprego a quem, até então, não tinha qualificação profissional; pessoas que não podiam vislumbrar um bom futuro em uma época de desesperança (final da ditadura militar). Assumo, também, a responsabilidade de ter contribuído com a geração de impostos municipais, estaduais e federais quando estes ‘poderes públicos’ mais precisavam.

Hoje, após quase 23 anos de muito trabalho e investimentos na implantação do Telemarketing no Brasil, sou obrigado a ouvir: “você é/foi um dos responsáveis pela perda do meu sossego e/ou da minha privacidade”. E, o pior, na maior parte das vezes estas queixas são pertinentes!?!

Preciso lembrar que existem Entidades como a ABEMD, a ABT e o Sintelmark que regulamentam nossa Atividade Empresarial, através dos seus Códigos de Ética, desde 1987. Mais recentemente Entidades do setor (ABEMD, ABRAREC e ABT) lançaram o Probare (Programa Brasileiro de Auto-Regulamentação para Call Center, Contact Center, Help Desk, SAC e Telemarketing). Ou seja, nós sempre nos auto-regulamentamos. Mas, inúmeras empresas (se é que podem ser chamadas de empresas), nunca se filiaram às referidas Entidades. Esta afirmativa é válida, tanto para muitas empresas terceirizadoras destes serviços, quanto para muitas empresas que as contratam e/ou tem seu “próprio Telemarketing”.

É necessário lembrar, também, que o mesmo aconteceu com a “Venda porta-a-porta”, assim como aconteceu com diversos outros Canais Ativos de Vendas e Promoções que foram ‘usados e abusados’, predatoriamente, sem profissionalismo de quem os fazia ou de quem os terceirizasse. Faz-se, portanto, premente que as empresas que usam/contratam Telemarketing-Ativo tenham parcimônia e assertividade ao calcular a quantidade de PA’s que colocam trabalhando em cada região geográfica do nosso país (temos que dimensionar o número de PA’s alocadas e carga horária prevista, visando ligar uma vez por ano, no máximo, para cada alvo. Este cálculo deve ser feito por ‘grupo de habitantes’).

Desculpas à parte há de se lembrar que o Telemarketing-Ativo é, intrinsecamente, “invasivo”. É, obviamente, muito mais “invasivo” nas Ações de Televendas. Porque, geralmente, os prospects não solicitam de forma expressa que façamos uma ligação para lhes vender algo. Sabemos, porém, através das gravações do nosso Welcome Call que há um bom índice de satisfação em relação aos custos menores que podemos ofertar nas promoções que fazemos, posto que este Canal de Vendas é bastante econômico se comparado aos demais.

Vimos fazendo Televenda-Ativa, embasada em DBM (Database Marketing), para as Empresas que nos contratam. Algumas delas, como a revista Arautos do Evangelho, tomam o cuidado de nos enviar prospects previamente sondados e ‘filtrados’ que possuam um ‘perfil adequado ao seu produto e objeto social’. Vimos sempre, também, expurgando bases cadastrais constantes no nosso banco de Dados; tirando as pessoas que solicitam esta ação, bem como pessoas que não autorizaram constar seus nomes nas listas telefônicas locais.

Poderíamos, pelo exposto, dizer que leis estaduais como, por exemplo, a “Do not call” (a que está sendo regulamentada em São Paulo) ou a “Não importune” (aquela de Brasília que foi aprovada em julho/2008 e revogada em 20/10/2008, dado ao desemprego gerado e a gerar) não nos incomodariam porque ‘já fazemos tudo direito‘. Mas, de fato, estão nos incomodando porque, prá variar, a nossa “mídia não especializada” está criando um ‘clima negativo’. Estou me referindo àquela mídia que gosta do ‘sensacionalismo barato’, exatamente àquela que nunca se importou se vai ou não prejudicar o Brasil e os brasileiros, desde que aumente sua circulação ou público.

Moracy das Dores - Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atualmente responsável pelas Áreas Comercial, Consultoria e Treinamento daTrade Call Service e Diretor do Sintelmark.

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PROBLEMAS PESSOIAS NO TRABALHO

* por Tom Coelho

 

“Enfrente os problemas ou será destruído por eles.”

(Rimpoche)

O relógio toca as oito badaladas matinais, você registra sua presença no livro ou ponto eletrônico e automaticamente todos os seus dilemas pessoais são trancafiados no armário do vestiário. Agora você pode iniciar a jornada de trabalho com toda energia e foco em suas tarefas, as quais serão desenvolvidas com elevada produtividade. Contas vencidas, parentes enfermos e desilusões amorosas voltarão a habitar seus pensamentos apenas ao final do expediente.

O quadro acima é tão surreal quanto alguns empregadores gostariam que espelhasse a realidade. A publicitária alemã Judith Mair publicou em 2003 um livro intitulado “Chega de Diversão”, depois rebatizado de “Chega de Oba-Oba”, em que sentencia que trabalho não tem que ser sinônimo de prazer, o ambiente profissional não é lugar para amizades e a jornada deve terminar na empresa, sendo proibido levar serviço para casa.

  O fato é que colocar uma linha divisória entre a vida pessoal e a profissional pode ser possível num mundo prussiano, mas é absolutamente impraticável dentro da cultura latina. Razão e emoção coexistem em nosso ser, a cada instante, onde quer que estejamos. Assim, o que podemos fazer é minorar o impacto de nossos problemas pessoais dentro do espaço corporativo, buscando conciliar nossos interesses com os da empresa.

  Quando este equilíbrio deixa de ser atingido, as conseqüências são imediatas. Primeiro, o estresse, que em grau mais acentuado pode levar ao burnout. Em paralelo, surge o presenteísmo, a síndrome de estar presente no ambiente de trabalho, porém absolutamente desconectado das atividades profissionais, afetando drasticamente a produtividade. Mais adiante, vem o absenteísmo, a ausência física da empresa motivada seja por desestímulo, seja por doenças clinicamente identificadas.

  Mas então, como lidar com estes infortúnios do cotidiano pessoal sem comprometer a posição na empresa? Algumas sugestões:

  1. Siga pelo caminho do meio. Evite o isolamento, deixando de compartilhar seus problemas com as pessoas mais próximas. Passamos ao menos oito horas envolvidos com o trabalho. Se você não conversar com alguém, sua cabeça pode virar uma panela de pressão prestes a explodir! Entretanto, evite também a exposição demasiada. Você não precisa dividir seus anseios com todos ao redor, até porque no ardiloso ambiente corporativo há muitas pessoas à espera de descobrir suas fraquezas para lhe atacar. Seja seletivo.

  2. Comunique. Seu superior hierárquico não tem bola de cristal para saber o que está se passando e pode avaliar sua apatia como desinteresse ou até desleixo. Informe-o, ainda que superficialmente, que está passando por uma fase difícil, mas que está em busca da superação.

  3. Seja discreto. A menos que seu espaço seja delimitado por uma sala privada, com boa vedação acústica, onde seja possível trancar a porta, cuide para que seus assuntos pessoais sejam tratados reservadamente. Assim, afaste-se para falar ao telefone ou travar aquela batalha verbal comum a muitas discussões. Se o embate for pelo computador, certifique-se de fechar a tela que contém o diálogo ao sair do ambiente. E jamais, jamais chore em público. Alguns serão solícitos e lhe oferecerão carinho e apoio. Mas outros não se esquecerão deste seu momento de fragilidade. E usarão isso contra você no futuro.

  4. Peça ajuda. Se o problema é de ordem financeira, procure obter um adiantamento ou um crédito consignado para solucionar o problema. Já se for uma questão de saúde, busque tratamento. Se enfermo, evite a automedicação e agende um médico. Se diante de dependência química, comece uma terapia. E tenha no RH ou Departamento de Saúde Ocupacional de sua empresa um aliado.

  5. Afaste-se para cuidar dos problemas. Se o seu desempenho está sendo prejudicado e seus problemas não estão sendo resolvidos, o melhor a fazer é se licenciar. Antecipe parte das férias para direcionar toda a atenção na solução do que lhe aflige. Em última instância, vale até considerar um pedido voluntário de demissão, negociando as condições da saída.

  Se com você está tudo bem, mas seu colega de trabalho notadamente está passando por um período turvo, use da empatia e coloque-se por um instante no lugar dele, procurando ajudá-lo. Aconselhamento e orientação podem fazer toda a diferença. Afinal, lembre-se de que um dia os papéis poderão estar invertidos.

 

* Tom Coelho , com formação em Publicidade pela ESPM , Economia pela USP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, e mestrando em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente pelo Senac, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Lyrix Desenvolvimento Humano, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA. Contatos pelo e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br . Visite: www.tomcoelho.com.br .

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O sucesso nas relações de atendimento entre empresas e clientes depende em
grande parte de uma comunicação eficaz. Num cenário mais delimitado, o enfoque
seria a obtenção de um resultado positivo por meio da eliminação dos ruídos que
permeiam a arte de atender os clientes.
Para garantia de um atendimento satisfatório, entre outros fatores, é necessário que
a comunicação entre os interlocutores seja adequada em todas as fases do processo.
A solicitação inicial deve ser compreendida e compartilhada de modo que não haja
perda da integridade do conteúdo tratado.
A atenção é um ponto fundamental para uma troca de informações sem ruídos. Nos
diálogos é natural desviarmos a atenção do que estamos ouvindo, nosso raciocínio é
mais rápido que a fala do emissor e, automaticamente, preenchemos essas “lacunas”
com pensamentos nossos. Há também informações implícitas na fala do emissor que
podem ser valiosas para a compreensão da mensagem: tom e velocidade de voz,
vocabulário utilizado, gestos (nos casos de contato pessoal). Vale observar que os
contatos por escrito merecem maior cuidado, a forma de escrever é individual e uma
simples mudança de pontuação pode mudar o sentido da mensagem.
A riqueza de detalhes não colabora para a eficiência na comunicação, a clareza e
organização são ferramentas mais assertivas. A subjetividade precisa ser eliminada e
para isso o óbvio também deve ser dito, pois a mensagem precisa estar equalizada
entre emissor e receptor.
Outro ponto importante a ser observado é a sinergia entre os envolvidos na
operação de atendimento. O alinhamento das informações e as atuações coordenadas
entre as partes são fatores relevantes para o alcance do objetivo central. Tendo em
vista que a soma das partes é diferente do todo, a circulação de dados de forma
fragmentada e tarefas realizadas individualmente podem comprometer a qualidade
desejada. Além disso, a conexão de dados e a convergência dos agentes para o
mesmo ponto evitam retrabalhos, desgastes pessoais, custos desnecessários e
atrasos nas ações.
Acredito que os serviços de atendimento podem ter maior credibilidade com esse
trabalho de gestão da comunicação. A consistência das informações prestadas tornará
os clientes mais confiantes em relação ao destino de suas solicitações.
 
 
Sandra R. Lorandi
Microservice
Supervisora de Atendimento
 

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ABRINDO PORTAS PELO TELEFONE

 

Está se tronando cada vez mais difícil falar com as pessoas certas, tanto pessoalmente como pelo telefone. Parece que todas estão sempre muito ocupadas e nós vendedores sabemos muito bem a canseira que nos dão. Pelo telefone parece mais difícil, pois não há o constrangimento de nossa presença lá, em pé aguardando que a recepcionista abra as portas.

Muitas vezes nós vendedores somos os culpados disto, pois nossa postura deixa a desejar, somos muito informais, confiados, até. Muitos chamaram isto de virtude, pois você tinha que ser “entrão”, peitudo, corajoso, cara de pau.

Reconhecendo que, de fato, há dificuldades em sermos atendidos, aqui vão algumas dicas de como fazer para aumentar seu sucesso na abertura de portas pelo telefone:

1.    Respeito a si mesmo: você tem nome e sobrenome

A maioria das pessoas tem um sobrenome fácil de falar e de ser entendido pelo outro. Somos tantos Silvas, Souzas, Monteiros ...

Então aqui vai a primeira dica: use sempre o seu nome e um (um só) sobrenome.  Mas atenção, se você se chama Reginaldo Alberto Barros, nada de achar que a solução é Reginaldo Alberto; deve ser Reginaldo Barros ou Alberto Barros.

E nada de apelidos, como Bia,Tita, Alê, Cidoca e outros. Conheço um cara de uma renomada empresa de tintas que se apresenta como Jacaré da empresa tal.

E se seu sobrenome é complicado? Assuma e pronto. Mas não invente outro.

2.    Ao telefonar procure pelo contato desejado

Ao ser atendido, peça para falar com o contato desejado. Bem direto, assim: desejo falar com o Sr. Pedro Gomes.

·     Nada de graçinhas, e cortejos, pois não é com a recepcionista que você quer falar.

·      Muito menos comece assim: bom dia, eu sou o João da Unistell e desejo falar com o Sr. Pedro, ele está? Aí você ouve: Sr. João, não entendi seu sobrenome e você começa a explicar que não é seu nome é o da sua empresa, que fornece... Já começou se enrolando todo. Pare com isto! Diga o seu nome verdadeiro, que no caso é João Monteiro.

·     Se perguntarem o nome da sua empresa, forneça-o e resista à tentação de querer falar mais alguma coisa.

3.    Como tratar com secretárias/recepcionistas:

Hoje em dia, muitos não têm secretária ... mas se for atendido por secretária, seja direto: por favor,  o Sr. Pedro Gomes?

Certamente ela vai querer saber seu nome, diga o seu - João Monteiro, e resista. Não adiante mais nada.

Provavelmente virá o inevitável: da onde? Responda, da Unistell.

Agora o mais difícil: pode me adiantar o assunto? Não faça isto, pois ela não é a pessoa que deveria ouvir suas ofertas e argumentações de vendas. E muito menos vender seu produto para o chefe dela.

 É hora de recuar. Apresente-se novamente e peça o nome dela e então fale algo que sintetiza sua oferta assim, por exemplo: eu tenho uma proposta de economizar, (ou de reduzir, de aumentar a produção, de aumentar a qualidade, a produtividade) e aguarde. Provavelmente ela não vai querer assumir a responsabilidade sobre coisas tão importantes e passará a ligação ou então vai informá-lo que o Sr. Pedro está em reunião. Pergunte qual melhor horário para encontrá-lo e ligue novamente. Nada de deixar recado, achando que acontecerá uma chamada do Sr. Pedro.

Se possível pegue o email dele e mande uma mensagem dizendo que tentou um contato para que ele economizasse na compra... (ou  o motivo do seu contato) e diga que retornará o contato às XX horas. E ligue na hora prometida.

4.    Usando estas regras, você será atendido em100% das vezes?

Certamente não, mas terá mais sucesso ao falar com a pessoa certa.

 Hoje a competição é muito grande e não há quem não faça televendas; porém muitos fazem de maneira amadora, tomando o tempo das outras pessoas.

 

 Eu acredito nisto: fale seu nome e um sobrenome e você será recebido com mais respeito, profissionalismo, autoridade, pois cá entre nós, quais gerentes, diretores, presidentes de empresas que chegaram lá se anunciado como Betão, Jacaré, Leiloca, Pri, Cris, Dani; Dedé;

 

 

José Teofilo Neto, é consultor e educador corporativo, com ênfase em vendas. Para contatá-lo, ligue 11 5044 5822, ou envie email para teofilo@comunicacaodireta.com.br

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É BOM SER OPERADOR DE TELEMARKETING

 

Fui, recentemente, de encontro a uma mentira que, pelo fato de estar sendo repetida e repetida há muito tempo, está virando uma ‘verdade’ na cabeça de muitas pessoas, inclusive na cabeça de profissionais do nosso meio... Esta mentira me constrange e me desagrada.

Qual é a mentira?

“Ser Operador de Telemarketing é a lama; é estar no fundo do poço; é não ter qualificação para mais nada, etc.”...

Sei que uma Profissão (qualquer Profissão) é de vital importância para a nossa sociedade!

Sei, também, que Telemarketing é a Profissão do presente e é a Profissão do futuro!!!

Consegui lembrar, sem muito esforço, de fatores que PROVAM esta verdade para que eu pudesse argumentar com estas pessoas e/ou profissionais do nosso meio que ainda insistem em denegrir Profissionais que merecem o máximo respeito, assim como para ter elementos que pudessem permitir que eu conseguisse fazer um reconhecimento público de uma Verdade. Relaciono, a seguir, com esta intenção, fatores objetivos e subjetivos:

10 fatores que indicam o Telemarketing como uma excelente Profissão

01)- É relativamente fácil se iniciar como Operador de Telemarketing. E, normalmente, independe de aparência física.

02)- Telemarketing é um dos únicos ramos que Qualifica Profissionais (início de carreira ou mudança de profissão).

03)- Operadores de Telemarketing podem fazer rápida carreira, porque estão no Meio que mais cresce e emprega.

04)- Um Operador de Telemarketing que trabalha 6 meses ou mais na função é reconhecido como um Profissional da Área.

05)- Ser Operador de Telemarketing é ser um Profissional em constante treinamento, acompanhamento e motivação.

06)- Operador de Telemarketing, profissionalizado, tem ‘garantia de emprego’, dada a imensa procura que há no Mercado.

07)- Operadores de Telemarketing aumentam suas chances de Sucesso, em qualquer Meio que freqüentam e atuam, porque estes Profissionais precisam desenvolver seu sentido de Audição e seu Feeling (chamado de sexto Sentido).

08)- Ouvir, digitar, raciocinar, argumentar, etc. – tudo ao mesmo tempo – desenvolve muito a capacidade cerebral e:

  • desenvolve a empatia e o nível de auto-estima;
  • desenvolve a boa dicção e a boa pronúncia do nosso idioma;
  • desenvolve a paciência, a responsabilidade e a vontade de ajudar;
  • desenvolve a facilidade para lidar com as pessoas e a facilidade de expor situações;
  • desenvolve a capacidade de organização e a capacidade de trabalhar sobre pressão.

09)- Trabalhar em ‘comunidade fechada’ é aprender a viver se inter-relacionando, é aprender a obter/manter Harmonia.

10)- Vivenciar trabalho de equipe, é conseguir substituir o eu pelo NÓS, é ter a oportunidade de desenvolver o Altruísmo.

Podemos deduzir, pelo pouco que aqui expus e segundo a abordagem positivo-negativa de cada um, que é uma grande Oportunidade poder estar trabalhando e fazendo carreira em uma função tão digna. E, para que esta verdade ocorra, só depende de você entender que isso é uma Verdade!

Moracy das Dores - um Mercadólogo reconhecido pelo MEC e especialista em Marketing, Comunicação e Vendas – é o atual responsável pelas Áreas Comercial, Consultoria e Treinamento da Trade Call Service e Diretor do Sintelmark.
moracy@tradecall.com.br

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VANTAGENS DO WEB CHAT - FREQUENTEMENTE FORNECE UM SÓLIDO ROI

 

Temos observado o crescimento em companhias implementando o Web Chat como um novo canal de comunicação com clientes, para complementar as tradicionais chamadas telefônicas e e-mail. Mesmo organizações como o Medicare (o site de informações do governo americano sobre temas relacionados à saúde) estão oferecendo agora Web Chat como um canal alternativo de comunicação com seus usuários. Gostaríamos de compartilhar o que estamos ouvindo dos clientes sobre as vantagens do Web Chat para os negócios de suas companhias. Existem três justificativas primárias para implementação do Web Chat:

1. Desviar Chamadas Telefônicas – Sessões de chat custam menos que chamadas telefônicas para uma companhia porque um atendente trata múltiplos chats de uma única vez, especialmente se seus clientes fazem coisas como deixar a chamada em espera para encontrar recibos ou números de série enquanto o atendente aguarda. Experiências demonstram que se um convite para chat é colocado em um web site próximo do número de telefone, aproximadamente 1/3 das pessoas que teriam chamado no telefone usarão agora o chat. Por exemplo, a Universidade do Novo México sabia que o custo de suporte por telefone estava alto, então implementaram o chat. A universidade tem sido capaz de minimizar seus custos mesmo quando continuam a expandir o escopo dos serviços e a qualidade do suporte para estudantes.

 

2. Alternativa ao E-mail – Apesar de que uma sessão individual de chat frequentemente deva ser mais cara que uma resposta individual de e-mail, frequentemente necessita-se de múltiplos e-mails para resolver uma solicitação do cliente, tornando a única interação de chat menos cara. Mais, se a sessão de chat demora 15 minutos e múltiplos e-mails demoram dias, a experiência do cliente é muito mais forte. E-mails de clientes custam R$ 6 cada um para responder e um chat custa R$ 10, mas na média eles utilizam três e-mails (R$ 18) para resolver a solicitação do cliente tornando o chat menos caro para cada solicitação.

 

3. Leva a Mais Receitas – O chat necessariamente adiciona um assistente de varejo a uma experiência na web. Colocado estrategicamente, o chat proativo pode auxiliar consumidores até a conclusão da compra e conduzir à receita incremental. Recursos de chat proativo podem ainda buscar pelo mais provável candidato a uma sessão de chat baseado em quais páginas ele está visitando ou quanto tempo ele gastou em uma página. Por exemplo, Beauty.com (uma subsidiária da drugstore.com) está usando chat para replicar a experiência de beleza que seus clientes têm quando se maquiam nas suas lojas de departamentos. Conselheiros de beleza treinados, com experiência em estética, se engajam em sessões de chat com compradores online para compartilhar conselhos imediatos sobre os melhores produtos para suas necessidades, na conveniência ou privacidade de seus lares ou escritórios. Beauty.com está convertendo aproximadamente 25% das sessões de chat em produtos adquiridos, com certas semanas promocionais convertendo até 40%.

Qualquer projeto que esteja sendo proposto nestes dias precisa ter justificativas sólidas. O chat frequentemente fornece sólido ROI.

Greg Gianforte é o CEO e fundador da RightNow Technologies (www.rightnow.com), empresa com mais de 700 funcionários, headquarters em Bozeman – USA e escritórios em Toronto, Londres, Munique, Utretch, Sidney e Tóquio.

Parceira da RightNow desde 2002, a Sibra Informática (www.sibra.com.br) abrange o ciclo completo de fornecimento das soluções RightNow indo desde a identificação de necessidades, passando pelo fornecimento, customização, implementação, treinamento até o suporte.

A RightNow desenvolve e fornece software de CRM sob demanda que ajuda organizações centradas no cliente a fornecer experiências positivas a seus clientes finais.

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RETENÇÃO DE TALENTOS NO AMBIENTE ORGANIZACIONAL

 
O setor de Telemarketing/Call Center/Contact Center é um dos maiores empregadores do Brasil, 
tem muitas ofertas de emprego e qualquer remuneração mais atraente o profissional tende a aceitar 
imediatamente; Por ser um segmento relativamente novo, o ambiente de trabalho  depende de vários 
fatores como: clima organizacional, nível de informações disponibilizadas de forma rápida e constante, 
programa de benefícios, liderança, processos mapeados, boa tecnologia tanto de telefonia quanto de 
informática, sistema de gravação sendo utilizado de forma a permitir o desenvolvimento dos operadores 
e não a punição. 
Tudo isso junto pode evitar stress e sobrecarga de retrabalhos nos Call Centers que deixam a desejar ou 
simplesmente não são feitos pelas empresas, podendo causar evasão. Outro fator é o alto índice de jovens 
entre 18 e 25 anos no primeiro emprego e universitários que buscam seus ideais de profissão condizentes 
com o que estão estudando.
O fato é que não há como motivar um funcionário em um ambiente organizacional, porque ninguém motiva 
ninguém a fazer nada a não ser a própria pessoa. A motivação, ao contrário do incentivo traz um resultado 
muito assertivo uma vez que atende as expectativas de cada profissional. O que deve ser feito é criar um clima  
que gere motivação.
As empresas estão lidando com essa realidade criando RHs Estratégicos,hoje o papel do RH dentro de um 
Call Center é sinônimo de Gestão de Talentos Humanos, em alinhamento com as estratégias da organização 
para criar e manter um ambiente que conduza a excelência do desempenho, à plena participação e ao crescimento 
pessoal e organizacional; além de examinar as atividades e processos relativos à gestão de pessoas para serem 
melhor avaliados e contribuir com os bons resultados da empresa.

È possível reter  esses talentos com metas de redução de turnover, remuneração mais justa, programa de incentivos, 
criação de caixa coletora de sugestões com brinde para quem tiver a melhor idéia, treinamentos presenciais e E-learning.
O melhor caminho é traçar um Plano de Incentivos, seguem abaixo as dicas:
   Ø      Desenvolva um plano - Monte um plano de incentivos que seja simples e direto, e que ofereça algo de útil 
para os vencedores. “Pessoas diferentes são motivadas por coisas diferentes”
Ø      Seja ágil - Quanto mais longe um fato estiver da recompensa, menor será o impacto
quanto à motivação. Não demore, não deixe para depois. Diga em que acertaram e porque isso ajudará 
a empresa.
Ø      Seja específico - Deixe claro a todos o motivo da premiação ou qualquer congratulação
Ø      Ouça os participantes - Pergunte quais são as principais dificuldades e envolva os participantes na busca 
de soluções. As pessoas se desmotivam quando não se interessam por elas. Repreensões - É uma forma de 
feedback. Seja “duro” com o desempenho e não com as pessoas.
Ø      Elogie - Pegue as pessoas fazendo algo certo, seja específico com os elogios, valorize as atitudes positivas
Ø      Seja um Pesquisador PERGUNTE - O que motiva você? Que tipo de coisa gosta de fazer?  O que realmente 
te entusiasma?
Ø      Faça com que eles persistam - Isso se consegue através de acompanhamento, reconhecimento, organização, 
“delegação” e boa comunicação
Ø      Crie um clima que gere motivação:

  • Promova encontros fora do ambiente de trabalho, fortalecendo a integração da equipe
    
  • Faça reuniões periódicas para alinhar informações
    
  • Além disso, você pode:
    
  • Realizar gincanas
    
  • Valorizar as competências dos colaboradores
    
  • Elaborar metas-relâmpago
    
  • Estar sempre acessível
    
  • Procurar livros e artigos interessantes, incentivando o hábito da leitura.
    
Ana Maria Moreira Monteiro
Presidente do Grupo AM3 - Formada em Psicologia, graduada em Administração de 
Empresas, com MBA em Gestão Empresarial Avançada.
Concluiu o CEO Executivo Internacional na FCV. Pelestrante conhecida 
no Brasil e Exterior e autora de vários livros sobre Telemarketing e Call Center.



DESCRITIVO DE CARGO PARA UM SUPERVISOR DE TELEMARKETING

Preciso deixar claro, inicialmente, que somente estou desejando compartilhar algo que criamos para nossa Empresa. CREIO que diversos itens não se adéquam a sua Empresa, posto que nossas empresas devem ter estilos e objetivos diferentes. Mas CREIO, também, que este trabalho deverá servir de ‘norte’ para quem ainda não estabeleceu este descritivo para sua Supervisão.  

1.    O Supervisor precisa estar consciente do seu Cargo, mantendo seu Ânimo e aprimorando-se sempre.

2.    Planejar o início de cada dia, semana e mês é indispensável para quem pretende SER Supervisor.

3.    Participar e/ou co-participar da criação das motivações matinais, com ou sem recursos monetários.

4.    Verificar e manter a limpeza no ambiente de trabalho e em cada mesa de trabalho.

5.    Identificar eventuais defeitos, problemas e faltas depende de “chegar antes de sua Equipe”.

6.    Fornecer material de trabalho (cadastro, aplicativo funcional, etc.) e cuidar para que NADA falte.

7.    Zelar pelo Patrimônio da Empresa, o tempo todo, verificando-o de per si e como cada um o trata.

8.    SUPERvisionar a assiduidade e a pontualidade, registrando todas as ocorrências, cruzando dados.

9.    Determinar quem senta aonde, mudando periódica e planejadamente (ninguém é dono de nada).

10.    Criar ambiente e fato/s que levem os liderados a ter/manter sua concentração no foco do trabalho.

11.    Motivar os liderados de “N” maneiras (sem rotinas/repetições), ética e comedidamente, sem stress.

12.    Observar e interagir, individualmente, com os liderados que estiverem sem e/ou perdendo o ânimo.

13.    Reciclar, individual e/ou coletivamente, de forma específica e generalizada, é uma obrigação.

14.    Sentir quem está e quem não está bem para trabalhar; para continuar ou não trabalhando neste dia.

15.    Manter a própria Alegria, Otimismo, Serenidade, Motivação, Cortesia, Docilidade, atenção, etc.

16.    Obter, jogando junto, um “Estado de União, Respeito e Harmonia” entre todos os seus liderados.

17.    Estar atento e vigilante em todas as jornadas de trabalho, procurando inovar diariamente.

18.    Ser Exemplo Vivo, ter Conduta Exemplar, estar Presente fazendo sua Equipe à sua Imagem.

19.    Pedir/criar condições que viabilizem o renovar-se, o aprimorar-se e o desenvolver-se continuado.

20.    Recepcionar, atenciosamente, e apoiar, “até a decolagem” ou dispensa, seus novos Operadores.

21.    Qualificar Operadores em Conceitos, Produtos e Técnicas de Vendas (aos não qualificados, ainda).

22.    Ouvir (junto+monitoração), planejadamente, seus Operadores é uma tarefa indispensável e obrigatória.

23.    Observar TUDO e TODOS, o tempo-todo, interagindo com seus liderados e outros Supervisores.

24.    Preparar sua Planilha Diária e controlá-la, a cada momento, bem como cumprir Rotinas Administrativas.

25.    Ser “um pouco” pai e mãe dos liderados, além de “chefe”, para ganhar a confiança e estima deles.

26.    Despertar a Ambição dos liderados, lembrando das premiações e como ou o que falta para ganhá-las.

27.    Entender que a “disciplina” dos seus liderados e demais profissionais da Operação só depende dele.

28.    Disciplinar/disciplinar-se passa, forçosamente, pelo Respeito, com Amor e obediência à Hierarquia.

29.    Auditorar TODAS as vendas e enviá-las para o Wellcome Call, de “olho” na hierarquia (ida e volta).

30.    Encaminhar Operadores para a Equipe “Desenvolvimento”, quando entender que precisa e merece.

31.    Levar ao Gerente reclamações, críticas, dúvidas e sugestões dos operadores e dar o feed back.

32.    Encaminhar para a ‘Entrevista do Endomarketing’, quem estiver perdendo a disposição de vencer-se.

33.    Colocar ‘à disposição da Empresas’, colaboradores que perderam a disposição de vencer-se.

34.    Estar aberto às mudanças, inovações, além de participar para tentar ajudar a criá-las e/ou criá-las.

35.    Passar, sempre, através do seu “melhor sorriso”, o seu Alto Astral a TODOS.

36.    Transformar perdedores em Vencedores, ao invés de dispensá-los, para ser um Supervisor bem avaliado.

37.    Ter/manter o Foco nos Resultados e em sua melhoria. Porque, afinal, TODOS dependem deles.

38.    Preencher propostas no Formulário Oficial de Rascunho, antes da digitação e enviar à Revisão e Consistências.

39.    Passar TODAS as vendas já auditoradas, em tempo-real, para o Welcome Call (Reauditoria).

40.    Evitar qualquer tipo de assédio/discriminação, brigas, outros, sempre, em qualquer situação.

Podemos deduzir que é uma grande Oportunidade poder estar trabalhando consciente daquilo que você deve fazer e melhorar; tanto em você, quanto aos seus liderados.

Moracy das Dores - um Mercadólogo reconhecido pelo MEC - é especialista em Marketing, Comunicação e Vendas.

Responsável pelas Áreas Comercial, Consultoria e Treinamento da Trade Call Service e Diretor do Sintelmark.
http://www.tradecall.com.br


 

1º WORKSHOP COMEMORA OS 20 ANOS DO GRUPO AM3 COM MUITAS NOVIDADES E CONVIDADOS ESPECIAIS

             No dia 19 de maio de 2009 as 8h30, o Grupo Am3 inaugurou o seu primeiro Workshop: “Perspectivas e Tendências em Recrutamento e Seleção em Tempos de Mudanças”. Trata-se de uma série de atividades que se desenvolverão durante este ano, destinadas à comemoração do vigésimo aniversário do Grupo Am3 no mercado nacional e também para que o público brasileiro conheça o início e as oportunidades da nova etapa internacional.

             A abertura do evento foi realizada pela fundadora e presidente, Senhora Ana Maria Moreira Monteiro, que falou sobre o começo e a trajetória da empresa, e com seu grande entusiasmo conseguiu contagiar aos presentes

            Já num ambiente animado, este café da manhã continuou de forma descontraída, porém assertiva, com a participação da Diretora da unidade de Negócios AM3 Talentos Humanos , Isabel Spindola, que conduziu o tema com firmeza, abrindo novos caminhos de reflexão durante a palestra.

 O evento foi prestigiado com a presença de importantes clientes, parceiros e amigos que sempre têm contribuído para o sucesso do Grupo Am3, entre eles, se destacam:

3Com, Apsen Farmacêutica, Blue Tree Towers Morumbi,Bradesco, Correios, Editora Banas, Ellus, Gol, Grube,N. P. Group, Nova Piramidal, R.L. Higiene, Vidax.

 


 

O FUTURO É DAQUI A POUCO

 

A experiência vivenciada dentro das organizações nos têm trazido  preocupação e surpresa.

Surpresa pelo fato de es estarmos em pleno século XXI onde se fala em qualidade de vida e bem estar, mas nos deparamos com pessoas adoecidas não no corpo, mas principalmente na alma.

Preocupação no aspecto em que as empresas não se sentem responsáveis por assuntos que não nascem necessariamente dentro

da própria organização. Então, vamos à teoria para chegarmos à prática.

Concordo plenamente que problemas originados por situações psicológicas e espirituais podem nascer na vida social, afetiva e familiar, mas também afirmo que o sistema neurológico e límbico

(emocional) são intimamente ligados e as experiências são trocadas em todos os âmbitos da vida.

Uma experiência familiar negativa, por exemplo, afeta o comportamento do ser humano dentro da organização afetando diretamente em sua performance.

O ser humano é integrado e quando “adquirido”, o pacote de emoções bem ou mal sucedidas vêm completo.

As empresas ainda tem dificuldades em perceber o indivíduo como um ser único onde o DNA não é alterado. As mudanças precisam atingir os quatro planos de existência humana: física, emocional, mental e espiritual. De que adianta as empresas investirem em melhorias de infra-estrutura, mobiliário confortável, software de ponta, telefonia com fibra ótica, backbones, hardware de alta potência, se as pessoas não se sentem “confortáveis” com a organização. O medo tem inibido as relações.

As pessoas atualmente tem que demonstrar atualização, eficiência, alta performance, excelente relacionamento interpessoal,equilíbrio, motivação e felicidade (QS). Mas como exemplo trabalha em uma área que foi realocada, caso contrário teria sido demitida, tem um “chefe” incompetente, sua avaliação por competência é sempre subjugada, seu salário é totalmente defasado em relação ao próprio departamento, simplesmente por esperar o próximo alinhamento salarial. Bastante contraditório, não?

   

A empresa sofre impactos contínuos com a pressão externa, ora pelo governo, pelos impostos, pelas leis oportunas, ora pela própria crise social, política e econômica. E o ser humano por ser inteligente e pensante tem que se equalizar e reajustar, tem que aceitar a mudança, ser resiliente, participativo e não pode em hipótese alguma “sentir” porque não há espaço para isso. A velocidade está a todo vapor, as relações abaladas porque as pessoas não se vêem. Percebemos o outro naquilo que interessa e o que é relevante para o sucesso do negócio. Quando digo que as pessoas estão doentes dentro das organizações é porque as pessoas não estão sabendo lidar com tudo o que estão sentindo. Elas não conseguem traduzir seus sentimentos para gerar ações ou ao menos para pedir ajuda sobre tal. Se não identificamos o que sentimos, como poderemos ter consciência e transformar em novas opções?

As quatro vertentes que conduzem o ser humano precisam ser revistas pelas empresas. Ginásticas laborais reduzem absenteísmo e turn-over, mas não garantem que as pessoas estejam felizes. É necessário uma reavaliação do que realmente as pessoas precisam. Muitas vezes elas estão clamando por atenção, conversas informais, eficiência das interfaces, mudança de postura da liderança e revisão dos processos. As empresas investem milhões em palestras sobre atitude, ética e relacionamento, mas esquecem que atitude, ética e relacionamento começa pelo board, boss, pela holding e pelo conselho.

Os valores são definidos pela forma em que as pessoas são tratadas e não pelos bunners pendurados em cada sala muito freqüentada. O ser humano para ter alta performance precisa estar inteiro, 100% e não em frangalhos, faltando pedaços.

As empresa não precisam montar SPAs, universidades corporativas, mesquitas ou sala com divã, mas precisa reavaliar como quer estar aqui daqui para a frente. Se, apenas o pronto socorro será suficiente ou se a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) será com pacientes crônicos e quórum garantido.

 

 

 

Crédito: Cristina Piton

Diretora Executiva da CP ONE INTELIGÊNCIA EM TALENTOS HUMANOS LTDA

11 3507.4140

Email: cristinapiton@cpone.com.br

 


SINAIS DE DESMOTIVAÇÃO

 

* por Tom C oelho

 

 

 “As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram

as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criam.”

(George Bernard Shaw)

 

 

O entardecer do domingo oferece uma sensação de angústia diante do início de mais uma semana de trabalho que se avizinha. Você logo imagina o desconforto de levantar-se cedo e encarar um pesado trânsito – ou transporte público lotado – até sua empresa, onde reencontrará colegas com os quais mantém um relacionamento superficial, caixa de entrada cheia e reuniões intermináveis que parecem não levar a ações concretas.

 

Um almoço insípido, alguns telefonemas e uma eventual discussão podem completar uma rotina que se estenderá até a sexta-feira ou o sábado, quando finalmente a alegria se manifestará com uma pausa em suas atividades profissionais.

 

Se você se identifica com o cenário acima é porque sinais de desmotivação bateram à sua porta. Você se sente desanimado com tudo, sem notar que animus representa o princípio espiritual da vida, do latim anima, ou o sopro de vida. Assim, estar desanimado é estar sem alma, sem espírito, sem vida...

 

Basicamente, esta situação pode decorrer de um aspecto interno, a falta de entusiasmo, ou externo, a falta de reconhecimento.

 

A perda de entusiasmo é um processo endógeno, ou seja, inerente a você. Ela parte de dentro para fora e pode ser consequência de diversos fatores. Primeiro, de um trabalho desalinhado com seus propósitos, em especial missão e visão. Se a sua atividade não guarda sinergia com os objetivos que você determina para seu futuro, é natural que gradualmente o interesse se desvaneça, porque você não enxerga sentido no que faz.

 

Além disso, há que considerar a influência do ambiente de trabalho – coisas e pessoas. Uma infraestrutura inadequada, formada por equipamentos ultrapassados, que comprometem um bom desempenho profissional, associada a um clima de trabalho tenso em virtude de desarmonia com os colegas, certamente prejudicam seu estado emocional.

 

Outra variante possível é o que denomino de “síndrome da cabeça no teto”. Isso acontece quando mesmo dispondo de boa infraestrutura, clima organizacional favorável e atividade sintonizada com seus objetivos pessoais, a empresa mostra-se pequena para seu potencial. Neste contexto, você se sente maior do que a estrutura que lhe é oferecida e percebe que seu crescimento está ou ficará limitado.

 

Todas estas circunstâncias conduzem a um crescente desestímulo. A apatia floresce, o desalento toma conta de seu ser e o entusiasmo se despede. E quando remetemos à raiz grega da palavra entusiasmo, que significa literalmente “ter Deus dentro de si”, compreendemos a importância de cultivá-lo para alcançar o sucesso pessoal e profissional.

 

Já a falta de reconhecimento é uma vertente exógena, ou seja, dada de fora para dentro. Em maior ou menor grau, todas as pessoas precisam de doses de reconhecimento. Aqueles dotados de uma autoestima mais elevada conseguem saciar esta necessidade individualmente. Porém, em especial no mundo corporativo, espera-se que nossos pares, e mais ainda, os superiores hierárquicos, demonstrem reconhecimento por nossos feitos, seja como identificação ou por gratidão.

 

Este reconhecimento pode vir travestido por um sorriso ou um abraço fraterno, congratulações públicas ou privadas, recompensa financeira ou promoção de cargo. Mas é fundamental que se demonstre, pois funciona como combustível a nos mover em direção a novas realizações, maior empenho e satisfação.

 

Em regra, note que aplacar os sinais de desmotivação depende exclusivamente de você. Em princípio, esteja atento para identificar estes sinais. Em seguida, procure agir para combatê-los. Isso pode significar mudar ou melhorar o ambiente de trabalho, buscar relações mais amistosas com seus colegas, alterar sempre que possível sua rotina, perseguir novos desafios, estreitar o diálogo com seus supervisores. E, num extremo, até mesmo mudar de organização se preciso for, planejando sua saída com consciência e racionalidade.

 

 

* Tom Coelho é professor universitário, palestrante e escritor com artigos publicados por mais de 400 veículos da mídia em 14 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.


COMO ESCONDER SUA EMPRESA, CONSTRUINDO MURALHAS NA WEB

 

Descobri que meu antigo site não era selecionado pelos sites de busca, devido ao formato utilizado e então, depois do quase enfarto, resolvi remodelá-lo.

Seguindo as sábias sugestões do mestre Lavoisier – na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma – pesquisei  inúmeros sites para aproveitar as boas idéias. Felizmente elas existem, mas são poucas e o resultado pode ser visto em WWW.comunicacaodireta.com.br.

Na pesquisa descobri algo aterrador: os sites são verdadeiras muralhas a esconder as empresas, quando deveriam ser um excelente canal de interatividade.

Nos anos 60 os anúncios publicados em revistas eram muito bonitos e coloridos, porém não se divulgava nenhuma informação a mais que o nome da empresa. Chamam isto de anúncio institucional. Nas décadas seguintes, apareciam o endereço e o número do telefone do PABX. Em seguida, houve considerável reforço na divulgação dos 0800, incluindo aí os SAC e televendas.  

Resumindo, as empresas estavam abertas aos seus públicos, fazendo o institucional, seu comercial e o pós- vendas. Passamos a viver a era do relacionamento. Isto também foi para todos os tipos de mídias, menos na web.

Muitos dos sites nos remetem aos anos 60, utilizando uma mídia 2.0.

Que tristeza ver sites com coisas bonitinhas e sem um número de telefone para contato. Insisti com algumas empresas e recebi como resposta: não tem o número do telefone que é para o cliente não “encher o saco”. E nas seções “fale conosco”? Em grande parte há um formulário, muitos deles dignos da Receita ou Policia Federal, tamanho o número de informações exigidas para você visitar a empresa. Parece que a empresa está nos fazendo um favor em nos atender. Dizem que é para o cara desistir.

Mas isto não é tudo.

Tenho comigo que a internet significa instantaneidade, interatividade, trocas e o que constatei: números telefônicos que não atendem, ou estão ocupados. Realmente vale a viagem até os anos 60/70, se bem que cabe a indignação: não aprendemos quase nada sobre respeito ao cliente.   

Finalizando, sugiro que ao escolher seu webdesigner, verifique se tem um verniz de cultura de marketing/vendas, pois não basta só escolher cores, imagens e tantos recursos audiovisuais e esconder sua empresa atrás de muralhas.

José Teofilo Neto, eng. é diretor da Comunicação Direta – teofilo@comunicacaodireta.com.br ou 11 5044 5822

 


 

ELEVAR O NÍVEL DE AUTO-ESTIMA DE TODOS PASSOU A SER UMA NECESSEIDADE PREMENTE!

 

Escrevi, recentemente, um livro de Auto-ajuda, baseado em Técnicas de Negociação. Este livro está em fase de editoração para publicação. E, obviamente, ao escrever este Artigo, estou ‘acertando dois coelhos’:

1. Ter oportunidade de tentar passar meus conhecimentos a quem os quiser.
2. Iniciar a divulgação do livro: Para sua vida melhorar basta saber Negociar.

Escolhi uns trechos, de um dos três Capítulos existentes. São capítulos focados na elevação do nível de Auto-estima, visando dar segurança a quem irá negociar e, também, para embasar este Artigo. Como segue:  

 

            “Vamos começar este Capítulo afirmando que tudo é possível para todos que se predispuserem em trabalhar muito no VENCER-SE, no ‘aumentar sua CORAGEM’, para poder ampliar seus limites pessoais. Limites impostos por você mesmo e pela sociedade, desde sua mais tenra infância. Tudo isto para começarmos a desvendar a primeira pergunta formulada no Capítulo 02: - Quem sou? – visando chegar ao nosso objetivo principal: dar fundamentos para que você possa negociar bem, sempre”!

*******

            “Interessante notar que a esmagadora maioria dos que se queixam, o tempo todo, de que não tiveram “sorte na vida”, de que não tiveram um “bom berço” ou uma “boa família”, nada fazem para criar oportunidades para a “pessoa mais importante de suas vidas”: eles próprios!

            Aí é que se dividem os ‘fracos’ e os ‘fortes’, porque o forte insiste e persiste até conseguir criar e recriar a realidade à sua volta... Até os cientistas da física quântica já constataram que assim é”!

*******

            “Interessante notar que as pessoas ainda acreditam no “cada um que faça sua obrigação” ou no “só faço a minha parte” e nada fazem para colocar a sua contribuição no ‘todo’, por menor ou maior que seja. Uma contribuição que poderá melhorar os ambientes mais importantes das vidas delas: o Lar e o Trabalho, locais onde passam a maior parte de suas vidas. Locais onde, normalmente, as pessoas se indispõem com quem precisam conviver”!

*******

            “Somente pessoas que se amam, tendo e mantendo um elevado grau de Auto-estima, podem ter a capacidade de amar... Somente pessoas que têm bondade e solidariedade, aquelas que só fazem o bem e ajudam em cada meio que frequentam e atuam, poderão verificar os rostos das pessoas se iluminarem de prazer “só porque elas chegaram; só pelo que elas SÃO" e nunca pelo que elas têm ou pelo que podem dar”.

*******

            “Lembremos-nos que os limites de cada um são feitos por cada um de nós, porque cada um de nós só poderá obter aquilo que pensa e acredita que poderá obter!

            Lembremos-nos, também, de que existe esta assertiva: “a cada momento presente eu construo o meu futuro”. Mas, logicamente, deverá existir o ‘inverso verdadeiro’: “a cada momento passado eu construí este meu presente”... Não se envergonhe, portanto, do seu passado - por ‘pior’ ou ‘melhor’ que seja – porque ele te trouxe até aqui e agora, lendo este livro de Auto-ajuda, com uma grande esperança de mudar para poder ‘virar o jogo’.

            Se isto for uma verdade para você, não se envergonhe e não se esqueça de que, por Livre Arbítrio, você poderá criar e recriar a sua realidade a cada momento, mudando o seu presente e o seu futuro, posto que ainda não obtivemos ‘poderes’ para mudar nosso passado!

 

            - CONFIE EM VOCÊ, PORQUE VOCÊ TEM A FORÇA PARA MUDAR”!

Moracy das Dores - um Mercadólogo reconhecido pelo MEC e especialista em Marketing, Comunicação e Vendas – é o atual responsável pelas Áreas Comercial, Consultoria e Treinamento da Trade Call Service e Diretor do Sintelmark.
moracy@tradecall.com.br


 

FILOSOFIA TEMPERAMENTAL

 

Todos os dias recebemos artigos, links, emails, falando de gestão de pessoas, da melhor forma de 
propiciar um clima atraente de trabalho e de desenvolvimento sustentável entre a empresa e os colaboradores. 
Fala-se de competências essenciais, de indivíduos prontos, de pessoas gabaritadas em MBA internacionais, de 
selos adquiridos, títulos ou projetos acumulados em toda sua trajetória.

Sem sombra de dúvida, todas estas ferramentas ou experiências fortalecem as premissas já existentes em 
cada indivíduo tornando-os mais alinhados ao que o mercado espera. Assim, as pessoas se homologam em tudo 
o que foram capazes de gerar através de seus esforços, garantindo respeito e credibilidade.

Indo por uma linha menos tênue , porém mais profunda, me permito dissertar sobre algumas belas e conhecidas 
frases impactantes de grandes mestres de sabedoria transeuntes na vida a qual pertencemos. Com elas, talvez 
este artigo demonstre, quais as competências  que a vida exige de você, uma de cada vez.

A ambição é o refúgio dos fracassados. (Oscar Wilde)

Quanto mais tenho, mais quero, sempre tentando provar onde posso chegar, um limiar da loucura humana. 
Quando o homem sente que o ter é mais importante do que ser, muito provavelmente se perdeu de si mesmo 
sendo necessário deslocar seus sentimentos para algo que se possa tocar, em momento algum sendo o seu próprio 
coração.
A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde. (André Maurois)
Ainda falando de competências, uma delas é a do conhecimento onde ninguém pode medir o do outro, mas sempre 
contrastando com o seu próprio em relação a isso ou aquilo. Conhecer é chegar perto daquilo que se sabe pouco 
ou nada, tornando-se de alguma forma aprendiz do assunto até permear o absoluto entendimento.

A alma não tem segredo que o comportamento não revele. (Lao-Tsé)
Nem de longe uma pessoa consegue fingir o que não se é. Toda e qualquer observação se encontra nos detalhes 
dos gestos, em cada palavra proferida e principalmente nas atitudes. Por mais que se  busque na interpretação 
dramatúrgica, seus olhos falarão por você, seu sorriso sairá de acordo com suas íntimas emoções e todos os 
excessos serão percebidos por um  bom instinto a qualquer tempo.

A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas. 
(Horácio)

Se tivéssemos controle de tudo e de todos a vida não daria chance de reviravolta para muitos. Quando tudo 
parece calmo, de repente somos assoberbados por uma mudança de ângulo e somos lançados em lugares nunca 
antes imaginados. E são nestas situações que descobrimos quem somos de verdade, quanta disponibilidade temos, 
quanta paciência e serenidade somos capazes de extrair diante do inesperado e, lidar com as adversidades da 
vida seja em qualquer campo. A vitória e fracasso são os efetivos produtos finais destas batalhas ao longo de 
uma trajetória.
A amizade começa quando, estando juntas, duas pessoas podem permanecer em silêncio sem se sentirem 
constrangidas. (Tyson Gentry)

O princípio do relacionamento é ter a capacidade de suportar o outro tal como ele é. Não falamos de 
suportar usado comumente, de “agüentar”o outro, mas ter a condição de dar suporte a qualquer tempo, de 
conseguir ter o olhar afetivo mesmo diante de tantas mazelas e falhas pertinentes ao ser humano, é ter o 
laço amarrado pelas duas pontas e simples de ser desenlaçado sem constrangimento ou apego. O amor ágape, 
amor pelo amor, na quietude que fala muito mais que centenas de palavras.
A diferença entre um homem de sucesso e outro orientado para o fracasso é que um está aprendendo a errar, 
enquanto o outro está procurando aprender com os seus próprios erros. (Confúcio)

Mais importante do que errar é tentar, nossos avós já diziam. Numa tríade muito simples seria: tentar,
errar ou acertar/ evoluir. Para isso a consciência de si mesmo deveria ser a liana mestre, capaz de ter 
a lucidez de toda e qualquer atitude, fazer do seu dia o seu guia, mensurar, tabular, equalizar e aplicar...
Simples não? Nos lembra regras básicas de matemática onde os dados são sobrepujados na esfera da  razão, 
não na emoção. O maior aprendizado consiste em perceber mais a si mesmo que aos outros.
A distância mais longa é entre a cabeça e o coração. (Thomas Merton).
Que os engenheiros não me escutem, medirão com trenas minhas palavras.

Nesta dimensão, a psique humana é a grande vilã dos comentários. Basta observar as pessoas indecisas, 
w o quanto tempo demoram a tomar uma atitude. Parecem percorrer milhas e milhas para chegar a algum 
lugar ao qual nem sempre chegam. Um ponto possível de encontro entre estes hemisférios: razão e emoção 
é a elevação da alma que sabe o que precisa ser feito muito antes da decisão ser tomada, do impacto a 
ser causado e do assolamento da dúvida. O melhor ponto entre a cabeça e o coração é a certeza de que feita 
a escolha, possivelmente não terá mais volta.Sendo assim, sentir primeiro pensar depois.
A estima vale mais do que a celebridade, a consideração mais do que a fama, e a honra mais do que a glória. 
(Chamfort)
Neste ponto chegamos aos valores éticos e morais, onde nem sempre somos capazes de sustentar o convívio 
com aqueles que não o tem. A mídia formata as pessoas em alguns quadrantes.Vamos citar apenas dois: as de 
sucesso, com fama, dinheiro, poder e status. E o de pessoas eficazes, eficientes, comprometidas, envolvidas, 
organizadas, batalhadoras, mas que nem sempre aparecem tanto. Mas que, são estas que, na maioria sustentam a 
abelha rainha,  que constroem a colméia, que produzem o mel e que no final recebem a menor parte de todo o 
resultado. Cabe a cada um saber o seu papel e construir em torno de si os seus valores e sua importância. E 
a abelha rainha? Suprirá sempre suas necessidades, procriará às custas de algum zangão que será um rélis mortal 
em suas mãos.
A fama produz os aplausos, mas não a alegria. Produz o assédio, mas não elimina a solidão. (Augusto Cury).

No final deste artigo não poderia deixar de citar a felicidade que só pode ser sentida quando o esforço é 
compensado. Fala-se muito de executivos solitários, de decisões não compartilhadas, mas muitos esquecem de 
que estas decisões poderiam ser amplamente compartilhadas ao menos com sua própria consciência, com seus 
valores mais íntimos e com decisões que causam repercussão ao longo da vida de muitos. Tapa nas costas, tapete 
vermelho, champagne espumante são glamourosos e requintados, mas não suprem o vazio que fica esmagando o peito 
nos momentos em que mais se precisa de companhia: quando se está realmente sozinho e todos os adereços não 
fazem a menor diferença. É preciso estar em paz com a sua alma.
CRISTINA PITON

DIRETORA CP ONE INTELIGÊNCIA 
EM TALENTOS HUMANOS


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