Deficientes
ganharão mais oportunidade no call centerABT cria Programa de Inclusão e
Empregabilidade, com ajuda de ONGs e do Conselho Estadual de portadores de
deficiência
A Associação
Brasileira de Telesserviços (ABT) acaba de lançar, em São Paulo, um Programa de
Inclusão e Empregabilidade para viabilizar o maior número possível de
contratações de deficientes pelas empresas de call center.
Dados de 2005 do
governo federal indicam que existem 24,5 milhões de brasileiros portadores de
algum tipo de deficiência. Em São Paulo, segundo o IBGE são cerca de 4,1
milhões. A expectativa do callcenter é, com esse programa, integrar em torno de
1.200 deficientes no Estado.
Parceria com ONGs
O programa será desenvolvidoem parceria com as
entidades ligadas aos deficientes, que foram reunidas com a ajuda do Conselho
Estadual da Pessoa Portadora de Deficiência de São Paulo. Prevê que as
organizações não governamentais cadastradas pelos conselhos façam o recrutamento
de deficientes interessados em trabalhar. Posteriormente, serão selecionados e
devidamente treinados pelas empresas contratantes para serviços fim e meio nas
centrais de call center. A meta é começar a capacitação em setembro e as
contratações em novembro.
Adequação à lei
A iniciativa faz parte do esforço do setor de call
center para se adequar à legislação federal (decreto 5296/2004) que obriga as
empresas com mais de 100 funcionários a reservar de 2% a 5% de suas vagas para
deficientes. “Para o trabalho em atendimento ao cliente, há oportunidade de
inclusão principalmente para deficientes físicos. Já em funções de
administração e monitoria (meio) das operações de call center, há espaço também
para deficientes mentais, visuais e auditivos. Com o Programa de
Empregabilidade, a proposta é contornar os empecilhos e aumentar a presença de
portadores de deficiência no setor”, aponta Topázio Silveira Neto, presidente da
ABT.
Potenciais
O portador de deficiência e consultor da ABT para o
assunto, Laércio Ventura, acredita que o relacionamento com as ONGs (já
praticado por muitas empresas de call center individualmente) é a chave para o
cumprimento do papel legal e social do setor. “As pessoas com deficiência não
são pessoas doentes e muito menos improdutivas. Apenas necessitam, como qualquer
profissional, de capacitação e treinamento”, diz. “O importanteé enxergar, em
cada profissional, seus potenciais antes de suas limitações”.

O presidente da ABT - Topázio Silveira Neto,
fazendo sua apresentação sobre o tema.







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